Mesmo quem não me conhece pessoalmente mas que acompanha meu trabalho sabe e aqui repito, a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério.
Como também já publiquei, sofri sério acidente no trânsito e estive muitos dias em coma, parada cardíaca e tudo, e assim, minha visão do mundo e da vida mudou. Vejo a morte como a partida de barco, quando quem está numa margem, vê a ida, mas quem está na outra, vê a chegada. Mas, mesmo com essa vivência e experiência, tristeza quando alguém falece, principalmente pela certeza da falta física que sentirei pr’o resto de minha passagem por aqui.
Hoje, não poderia ser diferente, tomado aqui de profunda emoção ao saber da partida da querida Fátima Cavalli, gaúcha que adotou Maceió como sua casa, inicialmente para fugir do frio dos pampas melhorando a saúde de seu pequeno filho Fredherico, que rapidamente, no clima permanentemente quente como o alagoano, nunca + sofreu as consequências do frio. Ela, conhecida decoradora de interiores e especialista em tapetes orientais, especificamente os persas, logo se ambientou aqui, conquistando amigos e clientes. Sempre feliz com suas conquistas, principalmente pelas vitórias de Fredherico no curso de Direito, especialmente pelos degraus que já subiu após a graduação. Soube que, quando foi acorda-la desejando bom dia, encontrou o corpo de Fafá já sem vida. Pelo intenso grau de amor entre mãe e filho, sofro imaginando o susto e a tristeza dele.
Aqui, escrevendo, suspirando e compartilhando energia do todos que vivem esse 6 de julho com tristeza pela falta que essa gaúcha/alagoana fará. Mas como sempre digo que é eterno quando é incrível e não quando dura trocentos anos, Fátima Fafá segue além da eternidade. Com esse registro do sol, hoje, presto-lhe essa homenagem, que não é de despedida.
O sol vai se por hoje, enquanto surge do outro lado do globo e da vida.

