"Pão é um alimento elaborado com farinha, geralmente de trigo ou outro cereal, água, sal ou açúcar, formando uma massa com uma consistência elástica que permite dar-lhe várias formas", 2º Wikipédia.
Desde os primórdios da civilização, sem dúvida, o pão é o alimento mais consumido. E com a natural curiosidade característica da humanidade, e que ganhou ainda mais importância e simbologia cristã.
Claro que, com a evolução da sociedade, novos e inusitados ingredientes foram agregando valores e sabores. E atualmente, todo mundo tem um pão para chamar de "meu", principalmente por se adequar aos gostos e necessidades de cada pessoa Quem não pode consumir glúten, por exemplo, não precisa ficar só salivando, desejando.
Claro que os clássicos seguem nas vitrines. O 'francês', o 'sírio', o 'seda', o 'doce', o 'crioulo', o 'carteira', são repetidamente pedidos, principalmente nos finais de tarde. Mas são igualmente consumidos o ''ciabatta', o 'focaccia', o 'brioche', a 'baguette', o 'australiano', o 'alentejano', o 'preto', os chilenos 'hallula' e 'marraquetta', o pão 'de centeio', cuja massa é naturalmente fermentada, os 'elaborados com 7, 9 e até 12 diferentes tipos de grãos', o 'italiano'... e por aí vão, provocando desejos inconfessáveis. Sem deixar de citar os 'diet', os 'light' e os 'de forma', claro.
Quem não é da turma dos loucos por pães??? Pensando aqui rapidamente, não lembro de conhecer alguém que não goste da iguaria.
E nesse pandêmico isolamento, em casa, muita gente vem se arriscando no aprendizado da produção de pães artesanais, produtos que vem roubando a cena dos 'industriais'. Além do conhecimento de técnicas, intuitivas experiências e descobertas são praticadas e sovadas nas massas, e o resultado? Delícias únicas, exclusivas.
Confesso que comecei a salivar com as postagens da jornalista, ativista, feminista... e aprendiz de padeira Cíntia Ribeiro, amiga querida, sensível, positiva, leve, caprichada, decidida... baiana de origem e alagoana por opção e amor.
Claro que não resisti e reagi, comentando sobre minha instantânea salivação, numa das postagens. Uns dias depois, em março, no meu 60º aniversário, recebi ligação de Cíntia, me parabenizando e perguntando se eu estava em casa, e que eu fosse até o portão. Vesti uma máscara e fui. No carro, ela e Cármen Lúcia, igualmente amada minha da vida toda, devidamente 'mascaradas'. Cíntia me indicou ir até a mala traseira, que se abriu lentamente, peguei a embalagem, agradeci, e compartilhamos energia apesar da distância, nos despedimos e entrei.
Quando abri, um pão maravilhoso, com a 'cara' igualmente maravilhosa. Claro que fiz a cena. Corri, tomei banho, abri um vinho tinto, e arrumei a mesa, com o pão de Cíntia numa tábua de madeira numa toalha de filé, botei um incrível azeite do Olivas de Gramado, e provoquei meu autocontrole, para não devorar antes de fotografar, claro. Obviamente, minha intenção era compartilhar, já que costumo indicar o que gosto e consumo. Quero e vou manter o respeito e a credibilidade que consegui em todos esses anos, como pessoa e como jornalista. Recomendo unicamente o que vale, o que tem valor.
Como moro só (minha filha de quatro patas, Toda, não come pão, obviamente), levei alguns dias para consumir todo, e o testei de várias formas. Com queijo prato e presunto; com tomate, alface e azeite; com geleia 'da Terra' (de laranja com pimenta); 'tostadinho' na manteiga numa chapa; puro acompanhando uma refeição; ou só com um f'iletinho' de azeite, de todas elas, até a última fatia, lá estava ele, artesanal e impecavelmente macio e saboroso, da casca ao miolo.
Só foi dando pena quando foi acabando, mas ai é só encomendar outro, de outro sabor, para ir variando e descobrindo novas fórmulas. Claro que recomendo, e no caso dos pães de Cíntia, recomendo é comer várias vezes, claro!!!











