Começo confirmando que continuo preocupadaço com o comportamento das pessoas nesta mundial pandemia.
Confirmadas muitas mortes, milhares. Só nos Estados Unidos, + de 500.000 americanos perderam suas vidas. Sim, 1/2 milhão, os nºs são assustadores. O que me deixa incrédulo é que temos todas as informações sobre os perigos do Coronavírus, que mata e ainda deixa inúmeras sequelas em quem "se curou". Me parece que vivem em letargia, fora da realidade, num verdadeiro surto coletivo. Em festas, festinhas e festões, muitos vem promovendo aglomerações e contaminações. Absurdo crime contra a saúde pública.
Claro que não estou aqui para julgar ninguém, muito menos condenar, mas, como cidadão e jornalista, preciso dar minha opinião. Assim como é claro que não dá para fingir que esta realidade não está acontecendo. Hospitais lotados, sem leitos para atender a demanda. E não é só nos centros públicos, mas mesmo nos hospitais particulares, os que têm plano de saúde correm risco de não encontrar vagas, assistência e tratamento.
Com ampla cobertura da Imprensa, impossível dizer "eu não sabia", já que jornalistas profissionais têm se arriscado para compartilhar verídicas e checadas informações. É público e notório que muitas notícias falsas, as terríveis "fake news", colocam muitas vidas em risco. Mas também é fato que temos meios de identificar as notícias mentirosas.
Isolamento social, higienização, principalmente das mãos, e o constante uso de máscaras quando precisarmos estar na rua, são fundamentais medidas para conter esta transmissão do Covid19. Nas minhas esporádicas saídas para ir ao supermercado, farmácia, ou pagar contas, observo muita gente com o rosto descoberto, e muitos, com a máscara no queixo, no pescoço, pendurada numa das orelhas... e outra estarrecedora observação, muitas máscaras jogadas no chão, ou deixadas sobre bancos, mesas, balcões e até em prateleiras de lojas. Perigo!!!
Confirmo também que fico constrangido quando vejo postagens de almoços e jantares de aniversários, bodas e batizados, por exemplo. Para mim, é falta de empatia, já que muita gente está sofrendo, vítimas da pandemia, lá estão eles, como se vivessem numa bolha, alheios ao que está acontecendo. Com tudo isso fica difícil manter a crença na racionalidade das pessoas, que vem expondo desumanidade em redes sociais. Individualismo na vitrine digital do mundo. Vergonha alheia!!!
Òbvio que não acho que devamos viver em clima de velório, mas é fato que estamos todos em luto, mesmo que entre os mortos, não estejam seus parentes e amigos. Acho que devemos nos colocar no lugar dos outros, sejam conhecidos ou não. Afinal, como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém.
Como já publiquei, com meu total isolamento, e estando sempre em casa, aproveito para cuidar do jardim, sempre depois que o sol 'esfria', já que venho cuidando de maligno câncer de pele diagnosticado em mim, e aproveito para subir na laje de casa e observar o pôr do sol, e enquanto o vejo indo, fico imaginando sua chegada no outro lado do planeta, que é comprovadamente, redondo.
Surgiu assim 1 série, que agora, publico alguns pores do sol. E enquanto edito, pensei como mudei, em relação ao uso de filtros e efeitos, recursos que nunca utilizei até o início deste pandêmico momento. Deixar cores em seus tons originais era comum no meu trabalho, mas venho "brincando", alterando, muitas vezes exagerando, até distorcendo.
Não saberia explicar porque, mas estas interferências vem sendo constante e vem me agradando. Porque será que venho alterando as imagens que captei?
Não sei, mas deve ser que tenho precisado deixar a vida com cores + fortes, + vivas, contrastando com o cinza e os tons pastéis que caracterizam momentos e sentimentos de tristeza, dor, solidão.
Assim, estas imagens ilustram minha reflexão sobre humanidade, solidariedade, empatia, respeito e amor ao próximo. Por + incrível que seja a Divina Criação, interagir tem sido minha proposta. Pelo menos por enquanto.
E pergunto, o que acharam???



















