Não poderia ser diferente. 

O 2° espetáculo do Arte em Movimento - Velas Telas repetiu a receita da 1ª noite, pelo conjunto da obra. O cenário, estonteante, inclusive pelo farol, pelas jangadas enfileiradas na areia, pelo vento que garantia o clima náutico, o cheiro do mar... e principalmente pelas obras de 4 talentosos artistas, ampliadas em projeção mapeada, com 4 linguagens, 4 estilos, 4 maneiras distintas de ver o mundo e a vida. 

Quando cheguei, Mirna Porto Maia já coordenada as quase 100 pessoas envolvidas no projeto patrocinado por Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. Quem chegava,tinha medida a temperatura e ouvia a recomendação do uso constante de máscara. Quando a maré chegou ao seu nível mais baixo, técnicos da Núcleo Zero iniciaram o show, com obras e depoimentos de Agélio Novaes, Dalton Costa, Eva Le Campion e Lu Azul. 

E nesta 3ª noite, novas emoções, com Jeanine Toledo, alagoana que se graduou em Comunicação Visual em Recife, produzindo trabalhos autorais, se dedicando a pintura e a escultura "com destaque para a representação de partes do corpo humano", segundo seu currículo, que confirma exposições individuais e coletivas, nas mais conceituadas galerias salões e museus, em várias cidades brasileiras e em Londres. 

O espetáculo segue com Myrna Maracajá, que fez o caminho inverso de Jeanine, já que nasceu em Pernambuco e em Alagoas, vem ganhando destaque como pintora e ilustradora, já tendo trabalhado para grandes editoras nacionais. Múltipla e talentosa, não se limita .ao convencional, indo de livros infantis, cultura popular e indígena. Seus suportes? Todos. De paredes aos quadros, Myrna não se limita, e destaco forte característica sua, é professora. Adora dividir conhecimentos, descobertas, informações com quem se mostra interessado em aprender. 

A cena segue como o vento, apresentando as obras de Suel Cordeiro, que vem conquistando com seus traços fortes, coloridos, inusitados., imprime seu estilo pessoal, intransferível e inconfundível, traduzindo sua essência numa infinidade de imagens, ora realistas, ora surrealistas. Pura arte contemporânea, do angelical ao demoníaco, deixa o rock'n'roll inspirar e transpirar. E pirar, claro. Muito além do grafite e do grafismo, Suel bem pode assinar SoWell.

Encerrando esta 3ª noite, Hilda Moura aparece nas velas que são telas para deixar gostinho de "quero mais". Ela, que se graduou em Serviço Social, e sempre gostou de ler, inclusive livros sobre arte, principalmente os impressionistas. O incrível é que deixou sua veia artística fluir depois de muitos livros lidos, muitas obras observadas. Inicialmente, a cerâmica ditou sua criação e produção por uns 10 anos, e só então, os desenhos e a pintura foram domando sua atenção..Seus delicados traços foram denunciando seus lados infantil e feminino. E o reconhecimento de Hilda como artista se consolida. 

Assim, este 3° espetáculo entra para a história, assim como os 2 anteriores e o de amanhã, também. É aguardar. 

Ah! Além da oportunidade de assistir tudo ali, na frente do farol, na beira do mar, basta se inscrever, facinho e rapidinho, e assistir no conforto e segurança de casa, pelo canal do Velas Telas no YouTube.