Se sempre fui muito observador da natureza humana e do comportamento das pessoas, ainda + agora. Nesta quarentena de 4 meses, o que não me falta é tempo pra pensar em tudo que vivi nos meus quase 60 anos.
Somos, comprovadamente, a única espécie racional, dotados de inteligência e raciocínio, poder de pensamento. E fico horrorizado com a explicita falta de um ponto fundamental para existir, o tal do instinto de preservação da vida, da “raça”. Questão de sobrevivência.
Claro que é fato, morreremos, mas não é por isso que não precisamos nos preocupar com o coletivo. Com as gerações futuras. Com a espécie. Impossível viver sozinho, fazemos parte da população como um todo, e é prioritário não se arriscar nem por em risco as vidas dos outros.
Com tantas informações sobre a necessidade de, nesta pandemia, manter isolamento e o uso de equipamentos de proteção individual, evitando se infectar nem contaminar outras pessoas, já que muito pouca gente fez e teste e sem ele, não temos como saber se estamos positivos ou não.
Com tanta pressão para que indústria, comércio, serviços... sejam liberados, o que tenho visto é muita gente agindo como se não estivéssemos em plena pandemia mundial e o mortal Coronavírus provando que não é “histeria” nem “gripezinha”.
Estou isolado e só saio para comprar mantimentos e remédios, pagar contas. Hj, vi que as piscinas de Maragogi reabriram, o Turismo agradece. E também hoje, fui ao supermercado do Parque Shopping e levar umas coisas pra casa de minha mãe. Movimento na orla, da Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara, com ciclista, skatista, corredor, gente de exercitando nas estações de ginástica... é aterrorizante. Pouquíssimas pessoas usavam máscara. Já li sobre, quando corremos, por exemplo, deixamos um “rastro” de 10 metros de gotículas de saliva. E nelas, o implacável Covid-19.
Com cobertura permanente na Imprensa e Internet, com informações permanentemente atualizadas, impossível dizer “eita, não sabia”. O distanciamento entre todos, hábitos permanente de higienização e usar máscara o tempo todo são regras repetidas exaustivamente. Acho o fim, achar que não precisa se preocupar com a comunidade, a sociedade. Todos temos que ter compromisso e preocupação constante em se preservar e a responsabilidade de preservar os outros também.
Amor ao próximo deve ser praticado, assim como o amor próprio. Infelizmente, a grande maioria das cidades que relaxaram o isolamento, teve que engatar marcha-ré, já que o povo abusou “na vida normal”, como se o vírus tivesse controlado, e não se cuidaram. Eu me sentiria muito desconfortável em não respeitar o que a ciência e a medicina confirmam, sem o uso permanente da máscaras, impossível combater, já que ainda não há vacina nem remédio.
É no mínimo cafona, sai arriscando, inclusive a si. Pensem nisso, usem máscara e mantenham distanciamento social. Por vc mesmo, pelos seus parentes e amigos, por mim, por todos!!! A Vida agradece!!!

