Incrível, coração acelera quando penso no que está acontecendo no Brasil sobre armar a população.
Nunca, tantos pedidos de registros de armas, e o problema é muito maior, já que muitas artimanhas “legais” (projetos de lei e decretos presidenciais) estão em andamento para facilitar a compra, a posse e o porte. Já aumentaram muito a capacidade de tiros, podendo sair por ai, com 1 fuzil, por exemplo. Como se fosse natural, circular com armas com este poder de fogo. Também foi liberada a compra de + munições, de todos os calibres. Números que assustam.
Para dificultar o controle, monitoramento e rastreamento, o governo federal quer acabar com a obrigatoriedade de armas e munições terem números de registro, informações fundamentais para se elucidar e esclarecer assassinatos. E poder rastrear este arsenal.
Com os ânimos exaltados por ideologia política, qualquer desavença iria fatalmente, terminar em tiros e mortes. E por falar em acirrados, a violência praticada por policiais militares, que vem aterrorizando, com agressões cada vez + violentas, vitimando cidadãos, esta liberação geral, armando a população só iria piorar a realidade. Viveríamos verdadeira guerra civil. Qualquer desavença entre vizinhos, ou no trânsito, seria ainda + violenta.
Minha preocupação, e quase certeza, é com o destino destas armas que, muito facilmente, acabariam nas mãos de criminosos. Como já acontece, com armas, inclusive do exército, indo armar a bandidagem, as milícias. Bandidos e milicianos seriam os principais beneficiados com esta bélica política. O modo de operação das milícias em algumas comunidades, seria ampliado. E cidades viveriam sob 1 espécie de poder paralelo, imperando a lei da bandidagem, que não permite contestação.
Outra grave consequência. Num país com tantos crimes de feminicídio, principalmente neste tempo de confinamento, agressões contra mulheres teriam ainda maiores os números de vítimas fatais.
Não esqueço também que, pelos preços, tanto dos equipamentos e dos documentos de legalização não seriam acessíveis aos cidadãos ‘comuns’ , e com o poder financeiro destas quadrilhas milicianas, seu poder de destruição não teria limites.
Entre as explícitas características desde governo federal, sua ligação estreita e cotidiana com estes matadores de aluguel, que extorquem a população, promovendo terror, é escancarada. Como é público e notório, muitas manobras estão em andamento para tornar oficialmente legal esta ampla e sinistra prática de exacerbar a masculinidade com armas.
Há poucos dias foram divulgados os resultados de pesquisas de opinião, produzidos por 2 dos + importantes e sérios institutos, e ambos os estudos comprovam que a maioria dos brasileiros não quer a população armada.
Basta acompanhar matérias publicadas pela Imprensa, este “liberou geral” só agravaria ainda + esta realidade. Com certeza, a população não seria beneficiada, favorecendo as ações de criminosos.
Confesso que desejo que esta flexibilidade do comércio de armas no Brasil seja barrada, que não aconteça, tanto que procurei escrever os verbos no “futuro do pretérito do indicativo”, me dando a sensação de que não será, e sim seria.
Nos estados dos Estados Unidos, onde o comércio bélico é + rígido, o número de assassinatos é muito menos que nos demais, onde qualquer criança cresce com total acesso aos rifles, revólveres...
Acredito que sem educação e cultura, e com o acesso livre às armas, o futuro do Brasil e dos brasileiros estaria completando comprometido. Sou do “menos armas e + livros”.



