Seres vivos buscamos, naturalmente, a felicidade. Desde que nascemos, precisamos de outros seres, não importando se somos iguais ou diferentes.
Comprovadamente, todos precisamos de todos, afinal, a vida é 1 “corrente”, impossível ser feliz ou triste, sozinho. Mas se estamos sós, que nos bastemos, de certa forma. Há felicidade na solidão também, principalmente se voluntária. Claro que as espécies precisam procriar pra sobreviver. Mas nem todos precisamos reproduzir. Mas precisamos sim, sermos inteiramente felizes, e realizados.
E pra completar esta plenitude, encontrar alguém pra compartilhar intimamente a Vida, é fundamental. Não é imprescindível, mas é inclusive, divertido. Dividir, somar e multiplicar amor, é o sentido da existência. Lembro que fiquei incrédulo quando soube que existem animais, de diversas espécies, que praticam naturalmente a fidelidade, mantendo o mesmo parceiro, ou parceira, por toda a Vida. É lindo sim!
Enquanto isso, nós, seres humanos, não seguimos nesta linha. Alguns relacionamentos não perduram “até que a morte os separe”, mas sem problema. O mundo é redondo (comprovadamente) e dá voltas, e tudo muda, evolui. É bacana quando se tem 1 única parceria, mas, na busca da tal felicidade, claro que vale investir em novos relacionamentos. E os ex, os antigos, mantem suas importâncias na história de casa 1. Creio que é eterno quando é incrível e não quando dura a vida toda.
Neste Dia de Santo Antônio, celebrado como o Dia dos Namorados, destaco sentimentos fundamentais pra que relacionamentos se mantenham apaixonados, enamorados, como valorizar e respeitar o outro. Dar as mãos, principalmente em momentos difíceis, sempre. Saber que pode-se confiar e contar com a “metade”, é garantia de paz e tranquilidade entre o casal, independentemente de gênero. Nem todos optam por “acasalar pra procriar”. E merecemos respeito por isso. Não se deve recriminar, julgar ou punir pessoas que se relacionam com outras que impossibilitem gravidez, como casais do “mesmo sexo”. Mas há possibilidade de ter filhos, e manter a espécie, adotando. Não se é menos mãe ou pai por não ter gerado naturalmente. Basta amar!!! E a família está formada.
Desde que a heterossexualidade foi definida como a forma “normal” e a única considerada “correta” e “aceitável”, o redondo planeta já deu muitas voltas, encerrou e iniciou vários ciclos. O correto e normal, é ser feliz e deixar que todos sejamos, independentemente de sermos diferentes uns dos outros.
Neste Dia dos Namorados, reforço minha posição (ops!) de total respeito à plena diversidade amorosa. Não é porque eu prefiro A + A que todos devam ser como eu. Que ótimo que há quem prefira A + B, ou A + C, ou... Se aquela “forma de amar”, não é a minha, não recrimino, respeito e não me envolvo. Simples assim. Se desenvolvo alguma reação, é porque estou diretamente envolvido na situação, mas ai é problema de cada 1, e que estes se resolvam, procurem ajuda, se o caso for grave.
O que não se concebe, em 2020, é alguém se achar superior aos outros, e queria mudar orientações que independem de controle e vontade, moldando toda a humanidade numa única fórmula de existir. Todos merecemos respeito.
Neste enamorado dia, desejo que todos se amem muito, e se apoiem, se amparem, se preocupem uns com os outros. Sejam explicitamente amorosos, cuidadosos. Faz diferença. Hoje, caminhando pelo jardim, esta cena me lembrou 1 casal, que se dão as mãos, principalmente em queda. Sejamos livres, principalmente pra amar e sermos felizes. Plenamente, coletivamente. E Viva Santo Antônio!!!

