Comprovadamente (apesar de insana opinião “terraplanista”), o mundo é redondo e ter relações entre os países, é fundamental para o crescimento global. E para que haja entendimento entra as nações, natural que haja estudo das suas culturas e línguas. Pela importância dos Estados Unidos, por ser a maior potência, saber inglês sempre foi fundamental para a formação de qualquer adolescente.

Em 1976, eu tinha 14 anos, quando meus pais me inscreveram num programa de intercâmbio, o Youth for Underestand, em bom português, Juventude para Entender, ou Entendimento, ou Conhecimento, significando aprendizado pra vida.

Embarquei rumo ao desconhecido, já eu iria passar 6 meses morando na casa de 1 típica família americana, gente que eu não conhecia. Mas, como sempre fui muito curioso e corajoso, adorando aprender e descobrir, lá fui eu. Fiquei num subúrbio, O’Fallon, em Saint Louis, no Missouri, estado no centro dos Estados Unidos da América. Na beira do Mississipi, cidade antiga, linda, com influência arquitetônica francesa, e bem na orla do rio, 1 dos monumentos + famosos no país, o Arco do Triunfo, bem moderno, todo de aço, constratando incrivelmente com os edifícios antigos. Logo me adaptei, já que eu estudava inglês com ninguém menos que Nabor Bulhões, estudante de direito, e professor no Lincoln Center, acho que a única escola de inglês em Maceió naquela época. Atualmente, Nabor é respeitado e famoso advogado.

Mas voltando ao foco da postagem, aprendi a gostar muito dos EUA, muito diferente do Brasil. Meus pais tinham 1 casal amigo que morava em Nova York, e acabei indo passar 1 semana com eles. Qual não foi minha surpresa quando sentei na poltrona do avião e ouvi alguém falando português atrás de mim. Meses só ouvindo e falando inglês, claro que me virei, e não acreditei, era Pelé, que jogavas  no Cosmo. Lhe disse ser brasileiro e puxei conversa, já que, quando ele esteve em Maceió pra inaugurar o estádio com o nome dele, eu fui com meu pai, que era diretor do Detran. Ele achou incrível a coincidência, e pediu que seu acompanhante trocasse de lugar comigo, e fomos conversando até aterrissarmos no aeroporto La Guardia. Até hoje tenho seu autógrafo. Surpresa quando me convidou pra assistir o treinar em Nova Jersey, onde ficava o campo do time. 2 dias depois, mandou sua Limousine me buscar e passei o dia acompanhado do Rei Pelé, que era muito respeitado por todos lá. Foi realmente incrível e inesquecível.

Mas eu ficava pensando, porque o Pelé é endeusado e outras pessoas de sua etnia não tinham o mesmo tratamento?

Mas enfim, voltei pra Saint Louis, cheio de boas lembranças de Nova York, e impressionado com as torres gêneas, o World Trade Center (que Osama Bin Laden mandou explodir). Segui minha vida de estudante. No colégio, nunca havia aparecido 1 estudante brasileiro, provocando muita curiosidade nos alunos, já que, do Brasil, só conheciam Pelé, e as “mulatas do carnaval”. Lembro que fiquei chocado com a ignorância deles sobre outros países, além do deles.

Lembro bem que houve estranhamento dos alunos brancos, amigos dos meus ‘irmãos’ americanos, com minha aproximação com os estudantes pretos, assim como me relacionava com eles, sem distinção. Na casa que fiquei, o casal tinha 2 filhas e 1 filho, e + outras 2 filhas casadas. Nenhum deles tinha amigos que não fossem brancos. Confesso que estranhei, porque aqui, meus pais tinham amigos pretos, e sempre confirmaram que ninguém é melhor ou pior que ninguém, principalmente pela cor da pele. Esta falta de convívio e o afastamento entre brancos e pretos me chocou. Mas independente, foi 1 incrível experiência, me fazendo amadurecer muito.

Estes anos todos depois, qual foi meu espanto, quando Barack Obama foi eleito num país de maioria branca, mas com enorme população de afro-descendentes, sendo, incrivelmente, o 1* presidente preto. Achei que o racismo por lá estava diminuindo, e acompanhei seu governo, voltado pr’o bem estar de todos, indistintamente.

Deixa que o triliardário Donald Trump consegui se eleger pra dominar a Casa Branca (sic!) , e numa visão retrógrada, e racista, vem desfazendo todas as ações de Obama. Sua política de extrema-direita, prioriza o empresariado, sem se preocupar com os trabalhadores e com a população carente. Em sua política,  nenhuma preocupação com o Meio Ambiente, em detrimento aos conglomerados que ajudaram em sua eleição, bancando inclusive “fake news” para derrotar Hillary Clinton.

Paralelamente, aqui no Brasil, depois de 27 anos como deputado federal sem ter tido nenhuma importância por trabalhos, propostas e projetos, só conseguindo destaque por defender ditadura, tortura, armamento e violência, Jair Bolsonaro também foi eleito, depois de conturbada disputa cheia de absurdos, escusos subterfúgios, num verdadeiro golpe. Seu desgoverno vem, assim como o de Trump, priorizando o capital, sem a menor atenção aos operários, atacando e destruindo todas as chances de manter qualidade de vida da população, atacando setores fundamentais pr’o crescimento e evolução humana, garantindo qualidade de vida ao povo.

Os pontos em comum entre os 2 são visíveis.

Por exemplo, ambos negam o aquecimento global, e não se preocupam em preservar ecossistemas inclusive vida animal. Enquanto o americano autoriza a caça de animais silvestres, o brasileiro segue na mesma mira. Recentemente, lá, as recentes vitimas, são os ursos, aqui, as tartarugas.

Tanto cá quanto lá, vidas humanas importam, se forem brancas e ricas. Pretos e pobres? “Se virem por conta própria”.

Nos últimos meses, não faltaram jovens assassinados no Brasil, como o garoto de 14 anos, João Pedro, fuzilado pela polícia militar, que atirou + de 70 vezes em sua casa, atingindo o menino pelas costas, sem a menor chance de se defender e sobreviver.

Numa mórbida “coincidência”, nos Estados Unidos, a polícia matou o segurança desempregado George Floyd, por asfixia, absurdamente indefeso, clamando por ar, repetindo “Não consigo respirar”.

Mas, infelizmente, as coincidências seguem nos 2 casos. Tanto cá quanto lá, não creio que culpados sejam exemplarmente punidos, pelo contrário.

Mas como sou homem de Fé e creio na lei do retorno, os culpados terão o que merecem.

E por falar em Fé, creio que sobreviveremos, e o respeito à Vida e o amor ao próximo voltarão aos corações, afinal, somos humanos, e ninguém é alguém sem outro alguém, e estes insanos sairão do poder, dando lugar ao espírito de humanidade, solidariedade, respeito incondicional aos seres humanos indistintamente. Não importa se brancos, pretos, orientais, indígenas, ricos ou podres, todos merecemos as mesmas chances, as mesmas oportunidades.

Em inglês, português, ou em qualquer outro idioma, seremos todos felizes, e saudáveis. Incrivelmente, estes imperdoáveis fatos acontecem em plena pandemia de Coronavírus, que vem infectando e matando milhares de pessoas mundo agora, cujas vítimas não são números, são seres que merecem atenção e respeito, incluindo saúde e segurando públicas que priorizem a Vida, que tem muito + importância que dinheiro, independente da cor da pele.

Pra mim, somos 1 única raça, Humana, e merecemos viver em igualdade, inclusive de Direitos.

Todas as Vidas importam, sejam humanas, animais ou vegetais. Afinal, todas se completam e se complementam. Respeito á Vida. Já e Sempre!!!