Comprovadamente, se comunicar é da natureza humana. Tanto que, muito antes de qualquer norma ou código de escrita surgisse, pessoas já se comunicavam desenhando em pedras.

Se expressar é fundamental para as relações, e consciente disso, e com necessidades cada vez maiores de aprimorar a comunicação entre comunidades, a língua sempre se manteve viva, e vem se modificando com o tempo. Apesar de todas as regras, expressões vão sendo incorporadas ao vocabulário.

Com a evolução da escrita, num processo milenar, novas formas foram surgindo, aprimorando as formas de transmitir informações.

Desde o século XV, a língua vem evoluindo e com ela, a Imprensa também. Com a necessidade de qualificar esta transmissão, e para ampliar debates, agregando diversos pontos de vista, ser livre é fundamental. Mas esta liberdade deve seguir códigos, evitando a transmissão de inverdades. Nenhuma democracia é plena sem Imprensa livre.

Numa sociedade, a Imprensa é uma das mais importantes atividades, principalmente pelo cuidado que os profissionais tem em ouvir as várias versões, para bem informar e transmitir notícias.

O poder da Imprensa é tão grande, que é vista como “inimiga” de quem detém o poder político e pretende monopolizar suas próprias opiniões. Infelizmente, neste 1* de junho de 2020, não temos motivos pra celebrar, já que somos o alvo predileto de poderosos e seus seguidores, que vem agredindo moralmente e fisicamente. Não tem sido fácil trabalhar, mas, aproveitamos a data pra reforçar nosso compromisso com a sociedade, com a informação, com a verdade.

Este embate só fortalece nossa convicção de estarmos do lado certo da realidade. Seja no jornalismo impresso, TV, rádios, Internet... a proliferação de notícias falsas tem reforçado a importância da qualificação profissional para se exercer  esta missão de bem comunicar informações, cuja veracidade é comprovada. Nosso principal embate é contra quem não possui nenhuma formação, muito menos compromisso com a verdade.

Estes “transmissores” de notícias falsas só tem um interesse, o seu próprio, sem preocupação ou compromisso com a sociedade, que vem observando este fato, valorizando a Imprensa profissional, que busca a informação bem apurada e checada, com metodologia, técnica e ética. Bem diferente dos que utilizam os Meios de Comunicação em benefício próprio, unicamente.

Além deste triste momento que nos da Imprensa enfrentamos, foi muito sentida a recente partida do jornalista Gilberto Dimenstein, que não resistiu ao câncer e faleceu aos 63 anos deixando ilibada e reconhecida carreira como escritor e jornalista. Era referência e seguirá sendo exemplo. Com certeza, deixa ainda + triste este Dia da Imprensa.