Agora, deu bom!

O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, cogita pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a anulação das eleições de 2022, na qual Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vencedor contra o atual chefe do Executivo.

O argumento?

Uma auditoria contratada pelo próprio PL e que coloca em dúvida a segurança de urnas eletrônicas usadas no pleito.

Ou seja, não há nenhuma prova concreta, nenhum indício real, é tudo tese ilusória de quem não se conforma com o resultado das urnas que foi claro, claríssimo: Lula venceu a disputa contra Bolsonaro.

É a democracia do voto, numa eleição cujo processo de votação foi amplamente fiscalizado, vigiado, observado até internacionalmente e pelas Forças Armadas brasileiras, que, a propósito, validou o resultado eleitoral.

Mas os bolsonaristas insistem e o PL tende mesmo ir ao TSE nos próximos dias.

A não ser que esse ato do PL seja apenas uma cortina de fumaça em favor de Bolsonaro...

O documento que o PL tem em mãos é assinado pelos engenheiros Márcio Abreu e Flávio Gottardo de Oliveira, de uma organização chamada Instituto Voto Legal (IVL). Os dois são engenheiros formados pelo instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Em tempo: era mais produtivo para o Brasil se o PL estivesse de olho no presidente eleito, Lula da Silva, que na transição já começa a resgatar para junto dele amigos do passado envolvidos em corrupção com dinheiro da Nação.