Nada novo no primeiro debate dos candidatos a presidente do Brasil, promovido ontem à noite pela Band em parceria com outros veículos de comunicação.
A mesmice dos velhos discursos em época de eleição, com promessas que não se cumprem e com posturas de austeridade pública que se desfazem depois que se elegem; os favoritos mais questionados e a terceira via tentando se impor entre a polarização esquerda e direita.
Não resta dúvida de que o candidato que melhor aproveitou o espaço foi Ciro Gomes, do PDT, que disputa o cargo pela quarta vez: foi ao confronto direto com Lula e Bolsonaro, mostrou conhecimento sobre a economia nacional e apresentou propostas para problemas sociais, como a fome.
A senadora Simone Tebet, do MDB, não se saiu mal, pontuou críticas firmes aos candidatos Lula e Bolsonaro, defendeu a causa da mulher no país, mas não levou nada novo ao debate para atrair novos votos.
Lula, acuado pelas denúncias de corrupção nos governos petistas, não conseguiu responder diretamente a nenhuma pergunta sobre esse tema, se manteve na defensiva e optou por mostrar números positivos do país em seu governo; Bolsonaro atacou a jornalista Vera Magalhães, que havia questionado Ciro Gomes (PDT) acerca da política do governo sobre vacinas, a chamando de “vergonha do jornalismo brasileiro”, e passou boa parte de seu tempo agredindo Lula e as pautas da esquerda.
Ou seja, tudo como dantes no Quartel de Abrantes.
Em tempo: O eleitor terá mesmo que votar no menos ruim para comandar o nosso país, não nos resta outra opção.

