Não há sinalização de paz para a guerra do ódio e da intolerância política no Brasil, que já fez vítimas fatais e ameaça gravemente o processo eleitoral que se inicia dia 16 próximo de agosto em todo o país. 

Não se viu, até agora, sob o absurdo da tragédia da Foz do Iguaçu, uma fala de união de forças das maiores lideranças políticas nacionais para barrar definitivamente essa violência que já espalha medo e incentiva os fanáticos às agressões.

O presidente Jair Bolsonaro mantém o discurso de ódio contra a esquerda, e a esquerda, leia-se o ex-presidente Lula, revida com ataques que em momento algum refletem a paz que precisamos.

Está difícil.

Outros pré-candidatos à presidência do Brasil, como Ciro Gomes e Simone Tebet, se posicionam nas lamentações ao fato e, por sua vez, o vice-presidente da República, Mourão, banaliza o crime como se ele tivesse ocorrido em consequência uma briga num boteco, por duas pessoas embriagadas.

Ou seja, nenhum deles aprendeu nada com o que aconteceu envolvendo Marcelo Arruda e Jorge Guaranho, no sábado passado. Vamos ter um processo de eleições embalado pelo medo, pela tensão e pela banalização da violência na política. Tempos duros!

O que temos, para agora, é muita cautela na nossa própria e legítima “expressão de liberdade”, para não toparmos com a violência do fanatismo. Em outras palavras, “Deus nos proteja”.