A bancada governista no Congresso Nacional fez cara feia, encrencou, brigou, articulou e conseguiu levar a proposta da CPI do MEC para após as eleições deste ano, sob o argumento de que, acontecendo agora, contaminaria o processo eleitoral. Ou seja, serviria de palanque para a oposição à reeleição do presidente Bolsonaro.
Agora, para beneficiar o palanque bolsonarista na disputa eleitoral deste ano, pode tudo!
Criaram a PEC dos Auxílios, que prevê a concessão de uma série de benefícios sociais a menos de 90 dias das eleições. Entre outros pontos, a proposta aumenta o valor do Auxílio Brasil, amplia o Vale-Gás e cria um “voucher” para caminhoneiros.
Detalhe: o pacote bolsonarista de bondades acaba em dezembro.
Eita Brasil!
E se um parlamentar da oposição ousar sugerir esse pacote para “a partir de dezembro”, ou votar contra, vira literalmente “o traidor do povo”.
Em tempo: a manobra bolsonarista acabou no Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado Nereu Crispim (PSD-RS) e a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas protocolaram a ação por considerar que a proposta configura abuso de poder político por parte dos legisladores. E enfatizam que a proposta configura um “meio de contorno às balizas constitucionais de proteção das normas de núcleo fundamental da lisura do processo eleitoral”.
O relator da ação no STF é o ministro André Mendonça.
