O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse em Salvador, sexta-feira, 13, durante congresso de magistrados brasileiros, que “a democracia passa por um processo de erosão por todo o mundo e que é preciso trabalhar para restabelecê-la”.
Como exemplo de governos autoritários, Barroso citou países como Hungria, Polônia, Turquia, Rússia, Filipinas, Venezuela, Nicarágua e El Salvador como governos autoritários, além das "turbulências" recentes nos Estados Unidos e no Reino Unido.
E sobre o Brasil, pontuou:
“Temos que restabelecer o mínimo de honestidade intelectual, o mínimo de honestidade aos fatos. O filme da democracia brasileira é bom. Às vezes a fotografia é assustadora, mas o filme é bom. Eu tive cuidado de não dizer nada polêmico aqui porque os tempos não estão para polêmica”.
E destacou: “Tem uma música de Paulinho da Viola (chamada Argumento) que diz que em tempo de nevoeiro, velho marinheiro leva o barco devagar. Não devemos nos deixar impressionar pela fotografia do momento. E é uma fotografia mundial, mas o filme é bom. Sei que vivemos um país difícil, mas isso não desfaz tudo o que aconteceu até aqui".
Barroso também ensinou a lição de casa:
“Essa ascensão de um processo autoritário e populista se dá por insuficiências da própria democracia. Por isso os que defendem a democracia precisam identificar e trabalhar para restabelecer essa crença que une a todos".
Em tempo: a fala foi cautelosa, mas o recado dado nem tanto!
Ou seja, como outra canção, a de Geraldo Vandré (Pra não dizer que não falei das flores), segue o mantra:
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”

