Jornalista das mais bem informadas em Brasília, Denise Rothenburg avalia que o Congresso vai viver uma guerra braba nos próximos dois meses e meio que restam para licitar e empenhar recursos antes do período oficial das campanhas. E que, pelo andar da carruagem, a intenção deliberada da cúpula da Câmara — leia-se o presidente da Casa, Arthur Lira (PP) — é deixar, pelo menos, a liberação do Orçamento secreto de R$ 16 bilhões para depois das eleições.
Qual o objetivo?
A reeleição de Arthur Lira para presidente da Câmara dos Deputados, é óbvio!
Deputados petistas já sinalizaram que Lula vencendo a eleição Lira está fora da Mesa Diretora da Câmara Federal. E os apoiadores do parlamentar acreditam que esses recursos, depois do pleito, o PT vencendo ou não, serão o combustível para reeleger o mandato do alagoano na presidência do legislativo.
Pero si, pero no, o fato é que até agora esse orçamento nem engatinhou na tramitação.
E o que dizem na capital federal?
Arthur Lira segura o chamado orçamento secreto e o Palácio do Planalto represa parte das emendas individuais, que embora sejam de liberação obrigatória não há data certa para o pagamento.
O sinal verde para essas emendas, mais o orçamento secreto, só mesmo no final do ano.
Ou seja, os parlamentares que esperam a liberação dessas verbas para agradar os prefeitos e conseguir manter ou conquistar uma base eleitoral ficam a ver navios.
E, nesse caso, para salvar a si mesmo, Lira mata os próprios aliados, inclusive em Alagoas. Será?!

