No contraponto com Lula, Bolsonaro mostra ao país as bandeiras prioritárias da campanha de sua reeleição: armas nas mãos da população e a não obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19.

Para justificá-las, Bolsonaro diz que ambas significam “liberdade”.

Não é verdade, as duas bandeiras matam e morte nunca significou liberdade!

A primeira estimula criminosamente a violência com ódio e intolerância; a segunda mantém o coronavírus em circulação, infectando, hospitalizando, levando crianças, jovens e idosos a sequelas e a óbito.

Ontem, no cercadinho bolsonarista, o presidente expôs mais uma vez e perigosamente o seu ódio pelo PT:

"Ontem, por coincidência, estava andando de moto. Na pista, tinha um clube de tiro. Entrei, atirei com o pessoal etc. Viu lá? Tinham três alvos vermelhos. Por coincidência, eu botei no vermelho. São 600 mil CACs [Caçadores, atiradores e colecionadores registrados] no Brasil e o picaretão está dizendo que, se for eleito, vai recolher as armas".

O “picaretão” na boca de Bolsonaro é o ex-presidente Lula, e o vermelho é o PT, ambos literalmente na mira da intolerância bolsonarista.

Em tempo: se o vermelho é o PT, qual a cor do ódio espalhado entre os brasileiros por Bolsonaro? 

Oremos!