O ex-presidente Lula e o PT vão apresentar ao Brasil um documento elaborado por eles, onde os problemas econômicos enfrentados pelo país no final do governo Dilma Rousseff são atribuídos unicamente ao processo de impeachment da petista.
O então vice-presidente Michel Temer, do MDB, será crucificado neste documento como o algoz do Brasil.
Em entrevistas à imprensa, como a mais recente à rádio Liberal, no Pará, Lula já lacrou o discurso: “O golpe dado pelo Temer destruiu o país”.
Ou seja, no leque de alianças partidárias que Lula está tecendo em torno de seu nome para disputar mais uma vez a presidência da República do Brasil, o MDB parece mesmo que não estará incluído nele.
Mesmo assim, Lula se reuniu com dois emedebistas históricos em São Paulo, o senador Renan Calheiros e o governador de Alagoas, Renan Filho, posou para fotos com eles e os tratou como aliados de primeira ordem, mesmo Renan pai tendo votado a favor do impeachment de Dilma em 2016.
Renan pai tem um atributo que o aproxima de Lula e do PT que foge de sua filiação partidária, é inimigo número 1 de Bolsonaro, adversário do petista nesta eleição. Em tese, estaria perdoado pelo voto a favor do “golpe de Temer”
Tipo, uma mão lava a outra.
