O que aconteceu domingo, 12, na Bahia, quando seguranças agressivos, descontrolados, e um seguidor do bolsonarismo igualmente desequilibrado atacaram fisicamente jornalistas, sob às vistas do presidente Jair Bolsonaro, mostra definitivamente a cara do Brasil dos tempos de hoje, onde a violência faz parte da pauta natural do governo.
Evidente que essa não foi a primeira fez que bolsonaristas e seguranças do presidente agrediram a imprensa de forma violenta, danificando equipamento de trabalho e constrangendo profissionais que estavam ali unicamente para exercer sua função de informar. Nos últimos três anos, parece que as agressões contra jornalistas viraram rotina nas agendas públicas do presidente Bolsonaro.
A questão não mora tão somente no direito à liberdade de expressão da imprensa, ela reside, sobretudo, no direito ao trabalho da imprensa.
Lamentável cena.
A Rede Globo divulgou uma nota que traduz exatamente a situação: “A imprensa cumpre um direito inscrito na Constituição e deve ter a sua segurança garantida. As cenas bárbaras de hoje e aquelas ocorridas na Itália, no dia 31 de outubro, ensejam duas constatações: se os seguranças agem por conta própria, a Presidência deve ser responsabilizada por omissão. Se agem seguindo ordens superiores, a Presidência deve ser responsabilizada por atentar contra a liberdade de imprensa e fomentar a violência contra jornalistas”.
Sem mais.

