O ex-ministro Sérgio Moro revelou ontem à Rádio Jovem Pan Paraná que Jair Bolsonaro comemorou quando Lula saiu da prisão em 2019 e não trabalhou para manter a execução em segunda instância.
Alvo da Operação Lava-Jato, conduzida por Moro, o petista ficou preso 580 dias e foi solto após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância.
A liberdade de Lula e sua possível candidatura em 2022 beneficia a reeleição de Bolsonaro, segundo avaliação do Palácio do Planalto e do próprio presidente, informa Moro, porque se mantém a polarização eleitoral.
Ou seja, Bolsonaro aposta na divisão para garantir sua permanência no cargo.
Convenhamos, com Lula no páreo e com Bolsonaro fazendo um governo sem finco, a aposta do Planalto é arriscada, assim como a do Moro de ser a opção dos brasileiros que não querem nem Bolsonaro e nem Lula.
Mas só o tempo nos dará respostas a essas apostas.
A informação não é surpresa, mas confirmada por alguém que veio de dentro do governo reforça a tese de que Bolsonaro nunca desarmou o palanque de 2018 e o usa para fortalecer sua caminhada à reeleição em 2022.
Custe o que custar.

