A saída do vereador Francisco Salles da Secretaria de Governo do prefeito de Maceió, JHC, foi um benefício ao equilíbrio e serenidade da gestão municipal.

Mal humorado, Salles fazia questão de manter na prefeitura o palanque eleitoral acirrado inclusive com colegas vereadores, prejudicando o avanço do grupo político do prefeito dentro e fora das hostes políticas.

JHC sabe das coisas.

Há uma eleição descambando já, já, e é preciso alargar com sabedoria o leque político de JHC para enfrentar adversários como os Calheiros, provavelmente Arthur Lira, e a turma da Assembleia Legislativa Estadual, comandada por Marcelo Victor. Com Salles, esse propósito não vingaria.

Assumirá o cargo deixado por Salles o atual chefe de gabinete do deputado Pedro Vilela (PSDB), ex-chefe de gabinete de JHC na Câmara Federal, Ivan Carvalho. Chega com sua juventude, conhecimento, liderança e confiança absoluta do prefeito.

Já Salles, não deve durar muito na bancada de apoio do governo. É rancoroso por demais para aceitar a sua saída de um cargo onde ele se “igualava” a Deus. A história já mostrou quem ele é no jogo de poder político.

O lamento fica por conta da saída de Cleber Costa da cadeira de vereador, político responsável, trabalhador e defensor intransigente naquela Casa das políticas públicas de saúde na capital.

Em tempo: a demagogia de Salles em querer ser o protagonista da defesa da população dos bairros afetados pelo desastre provocado pela Braskem, ajudou a sua derrocada do cargo no município. A gestão pública não pode perder a sua impessoalidade e o gesto de Salles em levar um grupo de pessoas para protestar na frente da indústria deu ruim. Ou é vereador ou é secretário municipal, as duas coisas não cabem.