O presidente Jair Bolsonaro peca pela prática insistente de fake news. Confunde alhos com bugalhos e joga em suas redes sociais e ao mundo tudo o que ele acredita pessoalmente que é verdade, mas sem nenhuma veracidade cientifica ou técnica.

Erra da pior forma possível, porque continua a se manter no erro.

Além da plataforma Facebook, o YouTube também retirou do perfil de Bolsonaro o vídeo do presidente com mentiras sobre a relação entre vacina da Covid e Aids. O canal ficará suspenso por uma semana, o que impede a publicação de novos vídeos e transmissões ao vivo. 

Por sua vez, o Twitter sinalizou post de Bolsonaro que leva a vídeo com a mesma mentira, mas manteve link no ar.

Ontem, ao Portal Correio Braziliense, o virologista Robert Charles Gallo, 84 anos, descobridor do HIV, reagiu às declarações de Bolsonaro sobre a vacina contra a covid-19 e a Aids: “É óbvio que nenhuma vacina causa Aids". Além de descobrir os retrovírus humanos, Gallo desenvolveu o primeiro teste para detectar o vírus no sangue. O norte-americano e os colegas Luc Montagnier (França) e Françoise Barré-Sinoussi (Tunísia) isolaram o HIV.

Ao negacionistas da ciência, Gallo manda um recado:

“Não debato com astrofísicos sobre como enviar um foguete para o espaço, pois não sou especialista em astrofísica. Não entendo a racionalização de alguém que não passa a vida estudando ciência e medicina achar que a opinião dele é tão válida quanto a dos especialistas que passam a vida toda pesquisando e estudando medicina. Apenas não compreendo o que ocorre nas mentes de pessoas que não escutam o que a ciência médica tem a dizer. Precisamos pedir às pessoas para que realmente pensem sobre a posição que estão adotando e percebam que isso não é racional.” 

Até quando, Bolsonaro?!