O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), não aceita a derrota da chamada “PEC da Vingança”, que alteraria e ampliaria a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), rejeitada ontem em plenário. 

Segundo Lira, há possibilidades regimentais para uma nova análise do texto: "Nós temos um texto principal, temos possibilidades regimentais. Vamos analisar o que mudou em três votações para fazer uma análise política. O jogo só termina quando acaba".

Semelhante ao seu mito Jair Bolsonaro, com ideia fixa na impressão do voto eletrônico, o deputado Arthur Lira está focado em fragilizar o Ministério Público sob a justificativa de que essa PEC significa “o fim da impunidade em um órgão muito forte”.

Numa coisa, Lira está certíssimo, “o jogo só termina quando acaba”, e mesmo que a PEC seja aprovada na Câmara Federal em dois turnos, a palavra final é do Senado. Tipo, no frigir dos ovos, o controle da coisa não está com o parlamentar alagoano. 

Com todos os possíveis excessos do Ministério Público, ainda assim é preferível para a democracia brasileira a soberania do MP do que qualquer tipo de controle em sua atuação pelo parlamento brasileiro.