O deputado e ex-presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, definiu bem o recuo do presidente Jair Bolsonaro aos atos antidemocráticos que promoveu dia 7 de setembro, em Brasília e São Paulo: “frouxo e covarde”.
Depois de ter criado o caos no país com ameaças golpistas e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro, feito criança depois de uma traquinagem, com medo de apanhar dos país, pede desculpas e espera que elas sejam aceitas como se nada tivesse acontecido.
“Olha as desculpas ai, gente! Está tudo bem, façam de conta que nada aconteceu em 7 de setembro! ”.
Xingar publicamente o ministro do STF, Alexandre de Moraes, em São Paulo, foi justificado pelo presidente como “calor do momento” e na nota à Nação, o presidente se dirigiu a Moraes como “jurista e professor”.
Mais do que vergonhoso, é grave.
O Brasil tem em seu comando político-administrativo um “líder” que age pelo impulso do momento e que incentiva milhares de brasileiros a segui-lo nos momentos insanos contra a ordem e a democracia.
Mas o preocupante é até quando as desculpas de Bolsonaro se manterão? Porque nesses quase três anos de governo, o país já assistiu, estarrecido, seus rompantes contra a vacina, contra a ciência, contra a vida, contra a paz, contra a cidadania e agora, recentemente, contra a Constituição Federal que ele tem o dever de proteger.
E para não dizer que não é cômico, Bolsonaro foi buscar em um ex-presidente, ex-vice-presidente de um governo petista, Michel Temer, auxílio para redigir uma nota que, na prática, não tem valor nenhum: é assinado por uma pessoa sem nenhum equilíbrio político.
Vai vendo, Brasil!
