O presidente Bolsonaro conseguiu o que queria, a foto de milhares de brasileiros vestidos de verde e amarelo dizendo incondicionalmente sim a ele e ao seu governo.
Isso, apesar da alta inflacionária, de mais de 14 milhões de desempregados, da fome levando a pobreza à miséria e de uma Nação dividida pela régua da intolerância, do preconceito e do discurso do ódio e da anarquia constitucional.
Dizem os bolsonaristas que o movimento venceu porque foi “pacífico”.
Engano total.
Sobre vitória, não se sabe o que venceram, porque só o país, enquanto Nação, é que perdeu com um espetáculo político descabido, numa campanha eleitoral antecipada de 2022.
Não houve agressão física, nem pedradas à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do Congresso Nacional, mas houve agressão à Ordem Constitucional, em um pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro e aplaudido pelos seus seguidores, que foram às ruas ignorando quaisquer medidas preventivas contra a covid-19 que continua a circular entre nós.
Como um presidente da República pode dizer que não cumpre uma ordem da Justiça? Como um presidente da República pode dizer que enquadra outro poder, no caso o Judiciário? Como um presidente da República diz que “ministros” do Supremo Tribunal Federal (STF) “devem pedir para sair”?
Bolsonaro saiu das quatro linhas da Constituição Brasileira e incitou brasileiros a seguirem com ele.
Triste 7 de Setembro de 2021 que entrou para a história pela contramão.

