O ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, não vê problema no aumento do valor da tarifa de energia no país, mas se preocupa com “gritarias antecipadas “ por conta da eleição do ano que vem e recomenda que o povo “tape os ouvidos” para a oposição.
Ontem, 25 de agosto, em um evento na Câmara dos Deputados, Guedes botou o otimismo na cara e garantiu que “o país está surpreendendo o mundo e que a economia está se recuperando em V”, o que não é um consenso entre especialistas. Além disso, o ministro minimizou a crise hídrica que está ajudando a pressionar a inflação, fazendo o Banco Central sinalizar aumento na taxa de juros básica (Selic), atualmente em 5,25%, acima do patamar neutro, em torno de 6,5% a 7,5%, o que significaria um freio para a retomada.
E esqueceu de citar que as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 foram revisadas para baixo, mas fez questão de defender a reforma do Imposto de Renda e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que parcela o pagamento por 10 anos dos precatórios — dívidas judiciais da União.
“A democracia é barulhenta. Tapem os ouvidos, porque nós vamos chegar do lado de lá. A economia já está saindo (da crise da pandemia). Qual é o problema agora se a energia vai ficar um pouco mais cara? ”, discursou o ministro.
Moral da história de Paulo Guedes: 15 milhões de desempregados e alta na inflação são meras narrativas eleitoreiras contra Jair Bolsonaro.

