É séria a coisa.
O ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, Raul Jungmann, denunciou à revista Veja que o presidente Bolsonaro já planejou um atentado ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio dos caças Gripen das Forças Armadas.
"Ele (Bolsonaro) chamou um comandante militar e perguntou se os caças Gripen estavam operacionais. Com a resposta positiva, determinou que sobrevoassem o STF acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio”, contou o ex-ministro, assegurando ter o depoimento de um comandante militar que foi demitido por se negar a atender a ordem do presidente.
Jungmann afirmou que os últimos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deixaram seus cargos, em março, por respeito à Constituição Federal e por não se dobrarem às pressões políticas do presidente Jair Bolsonaro. "Os três foram demitidos porque se recusaram a envolver as Forças Armadas nas declarações e nos atos do presidente da República”, enfatizou.
Ainda segundo Jungmann, “há uma constante atuação de constrangimento por parte do presidente da República, para forçar as Forças Armadas a endossar os atos e as falas dele". O ex-ministro afirmou que existe no alto oficialato uma visão bastante crítica a respeito do Supremo Tribunal Federal. "Os militares têm uma leitura de que o STF não está deixando o presidente Bolsonaro governar", disse, acrescentando que existe, também, a leitura equivocada de que o STF destruiu a Operação Lava Jato. "É algo preocupante", reforçou.
É pra lá de preocupante, sim.
Um dos porta-vozes do conservadorismo no país, o Clube Militar do Rio de Janeiro está convocando "sócios e amigos" para a manifestação política em favor de Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal, organizada por apoiadores do presidente da República para o próximo dia 7 de setembro.
O convite foi publicado na página do Clube Militar na internet e em suas redes sociais.
Ou seja, há fantasmas se materializando nas ameaças à democracia.
Oremos!
