O cantor e ex-deputado federal Sérgio Reis (Republicanos-SP) já contabilizou as perdas e danos que seu vídeo, conclamando os caminhoneiros a uma paralisação dia 7 de setembro próximo, e atacando o Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa do presidente Jair Bolsonaro, lhe causou.

Foi “cancelado” nas redes sociais com muitas críticas, inclusive de colegas artistas e políticos, e cancelaram quatro shows e dois comerciais que ele ia fazer, além de retirarem do ar um de um supermercado de Curitiba. 

Em entrevista ao portal Congresso Em Foco, o cantor disse que não é “puxa-saco de Bolsonaro”, elogiou o presidente por não permitir que “mexam no cofre” e reafirmou sua defesa pelo impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF):

“Pelo que estão fazendo, soltando os bandidos, eu quero [impeachment]. Não acho que estão representando o povo. Ali é o Supremo Tribunal Federal, é a Justiça do país, tem de ter coerência. O presidente tem de ir lá para depor? O que é isso? Pensam que é mais que o presidente? O Supremo é o povo. Aí o povo não aceitou. Você vai ver Brasília dia 7 de setembro. Tenho de ir para a rua porque me comprometi com eles. Preciso mostrar para o povo que querem me amedrontar. Se tiver de morrer, eu morro, morro pelo meu país. Não vou fugir.” 

Sobre os vídeos polêmicos contra o STF, publicados no domingo passado, 15, que devem lhe valer uma representação criminal, Sérgio diz:

“Eu errei mesmo, errei muito. Não devia ter falado, porque as pessoas pensam.... Falei com um amigo. Ele postou num grupinho. Um amigo da onça. É da vida. Estão me ameaçando, pensando que estou com medo. Mas não me escondi. Estou aqui em casa, não agredi ninguém. Arco com minha responsabilidade. Não agrido ninguém. Tenho respeito. Se o povo não aceita, prove o contrário. Cada cabeça sua sentença. ”

E cada ato, uma consequência, obviamente!