A Procuradoria Geral da República (PGR) virou um braço importante do presidente Jair Bolsonaro na defesa e proteção de suas causas.
Uma hora, impõe morosidades nas denúncias chegadas contra o presidente, em outra acusação contra ele, perde prazo legal, e agora garante a Bolsonaro o salvo-conduto para andar pelo país sem máscaras e rejeitar as medidas preventivas contra a covid-19, que continua matando diariamente no país uma média de mais de 800 pessoas.
A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) denunciou à PGR o presidente Bolsonaro, por ele ter desfilado sem máscara em uma cidade no interior do Rio Grande do Norte em 24 de junho de 2021.
A visita do presidente ao estado chamou a atenção não apenas pela falta de máscara, mas por Bolsonaro tirar a máscara de uma criança de colo.
A resposta da subprocuradora-geral, Lindôra Araújo, à ação da parlamentar:
"Nesse contexto de incerteza sobre o grau de eficácia do equipamento, embora seja recomendável e prudente que se exija da população o uso de máscara de proteção facial, não há como considerar criminosa a conduta de quem descumpre o preceito."
E segue responsabilizando individualmente quem estava no evento pela aglomeração e pelo não uso da máscara, a exemplo da família do menor que teve seu equipamento retirado do rosto por Bolsonaro:
“No que se refere às aglomerações aludidas no relato do partido noticiante (PSOL), o acúmulo de pessoas não pode ser atribuído exclusiva e pessoalmente ao Presidente da República. Todos que compareceram aos eventos noticiados, muito embora tivessem conhecimento suficiente acerca da epidemia de covid-19, responsabilizaram-se, espontaneamente, pelas eventuais consequências da decisão tomada".
Enfim, como se diz, “só Jesus na causa”, na causa da vida dos brasileiros!
