O cantor e ex-deputado federal Sérgio Reis (Republicanos-SP), responderá a inquérito policial e será investigado pela prática de, pelo menos, três crimes por conta de um vídeo no qual ele convoca caminhoneiros para uma paralisação.
O objetivo é investigar suposta associação criminosa por ameaça (art. 147 do CP), dano (art. 163 do CP) e atentado contra a segurança de meio de transporte (art. 262 do CP), informa a Polícia Civil do Distrito Federal.
Em vídeo divulgado em redes sociais, no sábado (14), o ex-parlamentar convocou os caminhoneiros para uma paralisação pró-Bolsonaro com duração de 72 horas.
"O Brasil inteiro vai estar parado. Ninguém trafega, ninguém sai. Ônibus volta para trás com passageiros. Só vai passar polícia federal, ambulância, bombeiro e cargas perecíveis. Fora isso, ninguém anda no Brasil", ameaçou, enfatizando:
“Nós vamos parar 72 horas. Se não fizer nada, nas próximas 72 horas ninguém anda no país. Vai parar tudo. Não é só Brasília, é o país. Nada nunca foi igual ao que vai acontecer. Se eles [os ministros do STF] não atenderem ao nosso pedido, a cobra vai fumar”.
A repercussão negativa da ação deprimiu Sérgio Reis, contou sua esposa à jornalista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo:
“Ele está muito triste e depressivo porque foi mal interpretado. Ele quer apenas ajudar a população. […] Ele é querido e amado pelo Brasil inteiro, de direita, de esquerda. […]. Está magoado demais. […] A diabetes dele subiu que é uma barbaridade por causa do estresse”.
No domingo, 15, em entrevista ao influenciador bolsonarista Oswaldo Eustáquio, o ex-deputado caiu no choro e disse que nunca quis agredir ninguém e nem deseja fazer isso agora.
Não adianta chorar sobre o leite derramado.
Agora, é aguentar as consequências e aguardar pra ver se a cobra fuma, mesmo!

