A Câmara dos Deputados faz jus ao ditado, “nem tudo que reluz, é ouro”. Ou seja, nem tudo o que se propõe ali, é de verdade, o “Distritão” na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da chamada reforma eleitoral, é um exemplo dessa situação.
Enfiaram o polêmico “Distritão”, que distraiu a mídia, os bastidores e a atenção do eleitorado durante um bom tempo, para retornarem com o retrocesso das coligações partidárias, em nome de um “acordo” para a retirada do voto distrital da dita PEC.
De novo, vamos votar em um candidato A, de um partido B, podendo eleger o candidato C, do partido D.
Não há avanço na política eleitoral brasileira e barrar o voto impresso nos parece, depois desse “golpe”, uma grande besteira, algo insignificante diante do contexto geral de “tudo como dantes, no quartel de Abrantes”.
Literalmente, o “distritão” foi o bode na sala, necessário para uma das célebres balelas da política brasileira. Sem tirar, nem por.
Fora a obrigatoriedade por lei, o que é mesmo que estimula o eleitor a votar?
Em tempo: a PEC ainda terá que ser validada em segundo turno de votação e pelo Senado. Mas quem ousará denunciar o bode na sala?
