O deputado Luís Miranda (DEM-DF) disse ao site O Antagonista que ele “tem como provar” que Bolsonaro citou o nome do líder do governo na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros, como um provável responsável por ilicitudes dentro do Ministério da Saúde, inclusive o contrato com a Covaxin, recheado de irregularidades denunciadas pelo irmão do parlamentar, servidor de carreira desse ministério.
Se é um blefe do parlamentar, mas se o presidente apontou mesmo Barros como um suspeito de fraude dentro do Ministério da Saúde, é uma boa jogada. Sem saber que “prova” é essa, e pode mesmo ser uma gravação, Bolsonaro não deve querer pagar para ver. Pode ser um tiro certeiro no coração do governo.
“Tenho como comprovar que ele escutou tudo o que eu falei para ele [na reunião de 20 de março]. É melhor ele não fazer isso. É desnecessário, é uma loucura. Se ele fizer isso, esquece 2022 porque vai ter um Brasil inteiro descobrindo que ele mentiu. Ele não mentiu ainda. Ele já admitiu que a gente foi lá, que quando falamos para ele, tentou corrigir. O presidente não tem como desmentir porque ele sabe qual é a verdade. Amanhã aparece uma comprovação que vai ficar feio para ele. Perdeu as eleições se disser que é mentira. E essa comprovação pode aparecer", afirmou o deputado.
E conversas gravadas, no passado, já tiraram muita gente de disputas eleitorais e até do poder. Veremos até onde arrisca Bolsonaro nessa história de corrupção em seu governo. É sobe ou desce, e se não for blefe a promessa de Miranda de comprovar a conversa toda, o presidente está mais para “desce” a rampa do Planalto, do que “sobe” numa reeleição em 2022.

