O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está de seringa na mão para vacinar o presidente Jair Bolsonaro contra a covid, assim que o chefe de estado “quiser” ser imunizado.
Ontem em Brasília, numa ação simbólica a favor da vacina, Queiroga imunizou com a primeira dose o ministro de Relações Exteriores, Carlos França, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
"O presidente sempre brigou pela liberdade das pessoas. O nosso governo é um governo liberal que defende o direito à liberdade, o direito às escolhas e na hora que o presidente se sentir confortável, ele vai tomar a decisão dele", disse Queiroga, na defesa da negação de Bolsonaro em se vacinar.
Não, a vacina, e vacina contra um vírus letal, perigosíssimo como o da covid-19, que já matou quase meio milhão de pessoas no Brasil, não é uma escolha simplesmente de caráter individual. Cada pessoa a menos que se imuniza, está apta a ser infectado e infectar mais pessoas.
Queiroga tem o dever de convencer Bolsonaro que a vacina é ciência e não política.
Tarefa difícil, porque o presidente não é contra a vacina apenas por desacreditar da ciência, ele é contra a vacina porque defende o uso da cloroquina como protocolo preventivo e curativo da doença.
Diga-se de passagem, uma defesa inoportuna, errada e criminosa contra a vida dos brasileiros.

