Até onde o presidente Bolsonaro está sensível às quase 500 mil mortes por covid no país?

Vejamos.

Não houve prioridade na aquisição de vacinas no ano passado, apesar das tentativas da Pfizer e do Instituto Butantan, e nem há agora, quando o governo federal provoca a China que nos fornece insumos para a produção do imunizante coronavac.

Ano passado, ao contrário de acelerar e adquirir a coronavac, Bolsonaro e seu séquito tentaram desqualificar a vacina, que é comprovadamente eficaz segundo a ciência. Esse ano, o presidente mantém os mesmos equívocos de 2020, ao incentivar aglomerações e se posicionar contra as medidas restritivas que têm sido hoje a única forma de prevenir a contaminação pelo coronavírus, já que a vacinação tem sido lenta e precária.

Agora, para completar a falta total de compromisso com o enfrentamento à pandemia, Bolsonaro “analisa “a possibilidade de o Brasil sediar a Copa América de Futebol.

É um total contrassenso. Os números de óbitos estão subindo, a massa de vacinados está baixa. Não é momento para isso.

Temos pouco mais de 10% de pessoas imunizadas com as duas doses em todo o país.

Só uma palavra nesse momento: lamentável.

É a política do apenas “pão e circo”, bem a cara do governo “Brasil acima de tudo”.