O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi à CPI da Covid, no Senado Federal, munido de um habeas corpus lhe dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para mentir aos senadores e ao Brasil.
Sim, essa parece a explicação lógica para a proteção da lei buscada por Pazuello junto ao STF semana passada: poder mentir, tentar proteger a si e sobretudo ao presidente Bolsonaro das omissões do governo federal na aquisição de vacinas contra o vírus, e não ser preso.
Mas, como dizem, mentira tem perna curta, e mesmo blindado pelo hc, o ex-ministro foi desmascarado nacionalmente por senadores em várias dessas mentiras, a exemplo do problema da falta de oxigênio em Manaus.
Segundo Pazuello, a falta de oxigênio na capital amazonense durou cerca de dois a três dias, o que foi desmentido, aos berros, pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). A verdade é que foram em torno de 20 ou mais dias sem oxigênio, com gente morrendo asfixiada em portas de unidades de saúde, dentro dos hospitais e em casa.
E na maior cara de pau, o ex-ministro diz que saiu do cargo por ter “cumprido sua missão”.
Que missão, Pazuello?! A sua missão, assim como a missão do governo federal de forma geral, era à época salvar vidas, comprar vacinas, incentivar as relações diplomáticas com outros países para a troca de conhecimentos sobre a pandemia, conversar comercialmente com a China para que não faltasse insumos ao Butantã para a produção da coronavac no Brasil.
Nem mesmo a missão de mentir à CPI funcionou no dia de ontem, embora a postura do ex-ministro na comissão, dizem fontes ligadas ao Palácio do Planalto, recebeu aplausos de Jair Bolsonaro e sua trupe.
O fato é que Pazuello é um militar que fracassa na maioria de suas missões. O resultado desse fracasso vemos hoje, com mais de 440 mil brasileiros mortos em 15 meses da circulação do coronavírus em nosso país.

