O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, diz que o presidente Jair Bolsonaro é movido a ódio:

“O presidente Bolsonaro) vive de dar carne aos leões todos os dias. Ele montou um coliseu, uma guerra na internet para plantar ódio e divisão das pessoas. Ele colocou ódio aos governadores e prefeitos que estavam tentando minimizar os impactos, ódio nas pessoas que estavam trabalhando na linha de frente. Ele trabalha com ódio. Ódio é o combustível daqueles que o dão suporte".

Sobre Pazuello, Mandetta entende que ele é “quase um réu confesso”:

"Ele não tinha preparo para ser ministro da Saúde. Assumiu um cargo sem preparo. Também é uma tentativa de se abrigar sob a farda trazendo o Exército como proteção. Esse fato de recorrer ao STF para solicitar direito de permanecer calado (na CPI da Covid) significa que ele tem coisas a esconder".

As declarações de Mandetta foram dadas ao portal Congresso em Foco, onde o ex-ministro também falou sobre a possibilidade de disputar a presidência da República na eleição do ano que vem:

“Meu plano principal é exercer a minha cidadania, a minha lucidez ao máximo e lutar pelo meu país. Se isso vai ser como candidato à presidência, já é construção e discussão com vários partidos que comunguem dos mesmos projetos".

De fato, Mandetta é um nome no jogo eleitoral de 2022, seja para encabeçar uma chapa, seja como vice, ou até mesmo apenas como uma voz para levar à campanha o negacionismo do governo Bolsonaro à ciência na pandemia da covid-19, resultando em quase meio milhão de óbitos em 15 meses.

Ano que vem, Mandetta será o “cara”, não duvidemos.