O vice-presidente Mourão contraria o Palácio do Planalto ao conversar com jornalistas e dar opiniões que não condizem com a fala e a condução do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia da covid-19 no Brasil.
Recentemente, três declarações de Mourão à imprensa soaram como bombas para bolsonaristas:
“O número de mortos por Covid "ultrapassou o limite do bom senso”; “As medidas restritivas têm que ficar a cargo dos governadores e prefeitos, que cada um sabe como está a situação na sua área”; “O governo federal tem que dar o apoio necessário, não digo no caso dessas medidas, mas o apoio do governo é em termos de recursos financeiros, de medidas na área econômica como foram tomadas no ano passado, no sentido de minorar a situação do restante da população”.
E ganhou do governador do estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um afago que tampouco agradou a Bolsonaro. Ao jornal Valor Econômico, Dino comentou:
“Não tenho nenhuma dúvida de que o vice-presidente teria melhores condições de liderar o país neste momento. Não que eu concorde com seu ideário, sua visão política, mas ele teria a capacidade de dialogar em termos razoáveis. Sou testemunha disso”.
Segue a história, na presidência do Brasil tem sido mais comum do que deveria vice assumir o mandato de titular. E Bolsonaro conhece essa versão direitinho, foi deputado federal por 28 anos.
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