Há sete dias, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o médico cardiologista Marcelo Queiroga como Ministro da Saúde, mas até aqui não exonerou Eduardo Pazuello do cargo e nem nomeou o seu substituto.
Segundo o portal de notícias Congresso em Foco, a nomeação de Queiroga ainda não saiu porque o governo busca um cargo para garantir ao general Eduardo Pazuello a prerrogativa de ser julgado apenas no Supremo Tribunal Federal.
O temor do governo seria o de que, perdendo o privilégio de foro, Pazuello se fragilize juridicamente e possa até ser preso pelos atos temerários ou mesmo ilegais que cometeu como ministro da Saúde.
Bem a estilo Dilma Rousseff quando, na presidência da República, a petista nomeou Lula ministro para lhe garantir o mesmo privilégio que, agora, Bolsonaro tenta assegurar a Pazuello.
Ou seja, no poder, é difícil se ver diferenças quando se está em jogo interesses próprios de quem tem a caneta nas mãos.
Ainda de acordo com o Congresso em Foco, Bolsonaro chegou a cogitar colocar Eduardo Pazuello como ministro do Meio Ambiente, mas parece que a ideia não sobreviveu por muito tempo. Fala-se que o presidente pode recriar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para abrigar o amigo, e até elevar a sua patente de general de 3 estrelas para 4 estrelas, o que já teria resistência no alto comando do exército.
Enfim, por ora, o que se tem na Saúde é um ministro que ainda não saiu e um ministro que ainda não entrou, numa pandemia que mata cerca de 3 mil pessoas diariamente no Brasil.
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