Nova pesquisa coloca JHC com vantagem de 12,46 pontos sobre Renan Filho
Pesquisa Instituto Ranking/CadaMinuto divulgada nesta manhã aponta JHC com 47,34% e Renan Filho com 34,88%. Lenilda Luna registra 0,76% e Márcio Jambo, 1,42%. Considerando apenas os votos válidos, o levantamento calcula JHC com 56,09%, resultado que permitiria vitória no primeiro turno se fosse reproduzido nas urnas.
Foram ouvidos 1.200 eleitores entre 3 e 5 de setembro, com margem de erro de 2,83 pontos e registro AL-01751/2026. O dado chama ainda mais atenção porque contrasta radicalmente com a DataTrends divulgada poucos dias atrás, que mostrou JHC e Renan empatados em 43%.
Marina ultrapassa Renan Calheiros e aparece na segunda vaga para o Senado
O mesmo Ranking/CadaMinuto trouxe uma novidade importante para o Senado. No resultado consolidado das duas escolhas, Arthur Lira lidera com 38,91%, Marina JHC aparece com 35,04% e Renan Calheiros cai para 26,12%. Davi Davino Filho tem 17,77%.
E Marina aparece à frente de Renan tanto na primeira escolha — 18,45% × 15,08% — quanto na segunda, 16,59% × 11,04%. É provavelmente o resultado mais favorável à candidata até agora .
TRE manda JHC retirar postagens que classificavam críticas de Renan como “fake news”
A Justiça Eleitoral determinou a retirada de duas publicações da campanha de JHC que classificavam como desinformação declarações de Renan Filho sobre indicadores da saúde pública de Maceió. Segundo a decisão liminar, havia documentação pública dando sustentação às críticas apresentadas pelo candidato do MDB.
A decisão não significa que o TRE tenha declarado a saúde de Maceió ruim, mas que, diante dos documentos apresentados — incluindo dados do IPS Brasil e informações relacionadas a auditoria do Denasus —, aquelas afirmações de Renan não poderiam simplesmente ser rotuladas como “fake news”. O episódio coloca a saúde da capital definitivamente entre os temas do confronto JHC × Renan.
Polarização nacional entra de vez na eleição: Renan abraça Lula e JHC evita Flávio
A campanha de Renan Filho passou a explorar de maneira muito mais explícita sua associação com Lula, utilizando a imagem do presidente no guia, rádio, redes e peças eleitorais. JHC segue caminho diferente: apesar de Flávio Bolsonaro já ter declarado apoio à sua candidatura e de integrantes do bolsonarismo estarem em sua coligação, o tucano evita assumir publicamente uma vinculação mais forte com o presidenciável do PL.
A lógica eleitoral é interessante. Renan aposta na força de Lula em Alagoas; JHC procura preservar simultaneamente o eleitor bolsonarista e espaço entre eleitores de centro. A nacionalização da campanha estadual pode acabar sendo decisiva justamente porque a disputa local está apertada.

