MP Eleitoral recua e passa a defender candidatura de Yale Fernandes

Esta talvez seja a principal novidade objetiva do dia. O Ministério Público Eleitoral, que havia pedido a impugnação de Yale Fernandes, vice na chapa de Renan Filho, reviu sua posição depois de analisar a documentação apresentada pela defesa. Agora, o procurador regional eleitoral Marcial Duarte Coelho considera que não existem provas robustas de que Yale tenha continuado exercendo as funções de secretário de Arapiraca depois da desincompatibilização e pediu o deferimento de seu registro.

É uma reviravolta importante porque praticamente desmonta, do ponto de vista do próprio autor da impugnação, um problema jurídico que poderia atingir diretamente a chapa de Renan. A palavra final, entretanto, continua sendo do TRE-AL.

 Chapa de Marina continua sem substituto para Ronaldo Lessa

Cinco dias depois da renúncia de Ronaldo Lessa à segunda suplência de Marina Candia, o PSDB ainda não oficializou quem ocupará a vaga. A saída foi justificada por Lessa como decorrente de um “remanejamento da chapa”, e surgiu nos bastidores a possibilidade de ele ser promovido à primeira suplência, posição originalmente ocupada por Eudócia Caldas.

O curioso é justamente a demora. Se fosse apenas uma substituição burocrática, provavelmente já estaria resolvida. Como observamos quando a renúncia aconteceu, vale continuar acompanhando Lessa: o tal “remanejamento” ainda pode esconder uma negociação política maior.

 Marina leva secretário de Paulo Dantas à Justiça Eleitoral

A campanha de Marina apresentou notícia-crime contra Marcelo Melo Silva, secretário estadual da Agricultura, após declarações feitas durante ato político em Santana do Ipanema. A defesa da candidata afirma que houve xenofobia e misoginia ao questionar sua origem e seu conhecimento sobre municípios e localidades de Alagoas. O secretário teria dito, inclusive, que Marina seria de Goiás — ela nasceu em Cuiabá, Mato Grosso.

Aqui é importante separar as coisas: a existência da representação é fato; a ocorrência de crime, não. Caberá ao Ministério Público Eleitoral e eventualmente à Justiça decidir se as declarações ultrapassaram a crítica política. Eleitoralmente, porém, Marina ganha uma oportunidade para responder ao discurso de que seria uma candidata “de fora”.

 Adversários miram Renan, enquanto Lira sofre poucos ataques

Uma análise publicada hoje chama atenção para uma assimetria interessante na disputa pelas duas vagas ao Senado. Renan Calheiros virou alvo recorrente dos adversários, enquanto Arthur Lira atravessa até aqui uma campanha relativamente poupada de ataques diretos.

Isso merece atenção porque as últimas pesquisas mostram uma corrida bastante embolada. Na Quaest, Arthur tinha 20%, Renan 18%, Marina 15% e Davi Davino 10%; pela margem de erro, os três primeiros estavam tecnicamente empatados. Se vários candidatos disputam votos atacando Renan enquanto Arthur permanece fora da linha de tiro, Lira pode acabar sendo beneficiado pela própria estratégia dos concorrentes.