Fachin cancela sessão do STF pelo segundo dia consecutivo
Edson Fachin cancelou hoje, novamente, a sessão plenária do Supremo. É o segundo cancelamento consecutivo, em meio à crise envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e a cúpula da Polícia Federal. A sessão extraordinária de terça-feira (15), porém, continua mantida e deverá discutir o relatório da PF que colocou Moraes no centro da crise.
Ontem Fachin já havia tomado uma decisão de enorme alcance: suspendeu as decisões conflitantes de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da PF, manteve Andrei Rodrigues no cargo, centralizou na Presidência do STF procedimentos envolvendo ministros e retirou Moraes da condução do inquérito das fake news.
Moraes prepara defesa pública, marca entrevista e depois recua
Alexandre de Moraes chegou a anunciar para hoje uma entrevista coletiva na qual pretendia responder às suspeitas relacionadas ao caso Master e ao confronto com André Mendonça, mas cancelou o pronunciamento horas depois. Segundo a Folha, aliados aconselharam Moraes a esperar e evitar uma nova escalada antes da sessão extraordinária do STF.
Isso aumenta a expectativa para terça-feira. O plenário terá de decidir se há elementos para abertura de investigação contra Moraes ou se o material produzido pela PF deve ser arquivado. Pela primeira vez desde o início dessa crise, portanto, surge uma data concreta para uma resposta institucional da Corte.
Operação sobre filme de Bolsonaro coloca Flávio Dino no centro de outra frente da crise
Veio à tona que Dino autorizou operação da PF relacionada ao caso “Dark Horse”, investigação sobre possível utilização irregular de emendas parlamentares para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. A operação alcança 29 investigados e inclui o deputado Mario Frias e a produtora Karina Gama, que negam irregularidades.
Politicamente, o momento é explosivo: a investigação aparece justamente quando o STF atravessa sua maior crise interna recente e quando o confronto institucional já está sendo incorporado à campanha de Flávio Bolsonaro.
Alerta acende no PT: crise do STF e pesquisas levam partido a reuniões de emergência
A direção do PT passou a demonstrar preocupação com os efeitos eleitorais da crise do Supremo e com o avanço de Flávio nas pesquisas. Segundo a Folha, dirigentes convocaram reuniões com aliados e há críticas internas à velocidade de reação da campanha de Lula aos acontecimentos recentes.
Lula tentou mudar a posição defensiva ontem ao pedir divulgação integral das informações do caso Master, “doa a quem doer”. A estratégia parece clara: evitar que o presidente seja identificado politicamente com a defesa de Moraes ou com qualquer tentativa de impedir a apuração.

