Augusto Cury começa a alterar a dinâmica do primeiro turno

O crescimento de Augusto Cury deixou de aparecer em apenas um levantamento. Depois de registrar 11% na BTG/Nexus e 7,8% na AtlasIntel, o candidato do Avante alcança novamente 11% na Real Time Big Data divulgada hoje.

Ainda é cedo para dizer que existe uma terceira candidatura consolidada — o agregador do UOL, que combina diferentes levantamentos, ainda coloca Cury em 4,2%. Mas três pesquisas sucessivas registrando avanço tornam o fenômeno politicamente relevante. A questão agora é saber de onde estão vindo esses votos e se Cury conseguirá mantê-los quando a campanha entrar na fase mais agressiva.

TSE suspende propaganda de Lula contra Flávio Bolsonaro

A Justiça Eleitoral determinou a suspensão de uma peça da campanha de Lula que relacionava Flávio Bolsonaro a uma série de acusações. A decisão considerou que o conteúdo ultrapassava os limites admitidos para a crítica política durante a propaganda eleitoral.

O episódio é importante porque mostra que a campanha negativa, que começou a ganhar intensidade com o horário eleitoral, também encontrará limites impostos pelo TSE. A tendência é que Lula e Flávio travem paralelamente duas campanhas: uma nas ruas e na televisão e outra nos tribunais eleitorais.

Fim da escala 6×1 chega amanhã à CCJ do Senado

Outro tema de grande repercussão entra em momento decisivo. A CCJ do Senado deve analisar nesta quarta-feira (2) a PEC que prevê dois dias de repouso semanal e redução progressiva da jornada máxima das atuais 44 para 40 horas, sem redução salarial. O relator Omar Aziz apresentou parecer favorável.

Mesmo se aprovada na comissão, a mudança ainda estará longe de concluída: por ser PEC, precisará de 49 votos favoráveis em dois turnos no plenário do Senado. A proposta integra o último grande esforço concentrado do Congresso antes das eleições.


A "Guerra das Pesquisas" em Alagoas

Depois de a Paraná Pesquisas divulgar ontem JHC com 47,2% contra 41,3% de Renan Filho, dois novos levantamentos apresentados nesta terça-feira aumentaram a incerteza sobre a corrida ao governo.

A Falpe coloca Renan Filho na liderança, com 41,25% contra 37,5% de JHC. Convertidos em votos válidos, seriam 51,9% para Renan e 47,2% para JHC — cenário de vitória do emedebista no primeiro turno. A pesquisa ouviu 5 mil eleitores nos 102 municípios entre 16 e 25 de agosto, com margem de erro de 1,39 ponto.

Já o Índice Inteligência, divulgado também hoje, aponta praticamente o inverso: JHC 47,6% e Renan Filho 35,6%, diferença de 12 pontos.

A discrepância é enorme e recomenda prudência. Neste momento, talvez a informação mais segura não seja dizer quem está ganhando, mas reconhecer que os institutos estão produzindo retratos muito diferentes da mesma eleição.

A divergência se repete — e talvez seja ainda mais impressionante — na corrida pelas duas vagas ao Senado.

A pesquisa Índice Inteligência coloca Arthur Lira com 36,28%, Marina JHC com 31,42% e Renan Calheiros com 28,65%. Nesse levantamento, portanto, Marina ocuparia numericamente a segunda vaga.

Já a Falpe divulgada nesta terça apresenta Renan Calheiros na liderança, inclusive quando primeiro e segundo votos são analisados separadamente. Na soma das escolhas, Renan chega a 38,25%.

Somando esses levantamentos à Paraná de ontem — Arthur 40,4%, Renan 36,8% e Marina 28,4% — fica ainda mais apropriado o título do nosso editorial de ontem: “Marina está no jogo”. Ela oscila entre segunda e terceira colocação conforme o instituto, mas aparece reiteradamente no grupo competitivo.

 Mudou de lado, perdeu cargo

Esse é um movimento de bastidor que eu destacaria porque mostra como a eleição começa a afetar diretamente a máquina política dos dois grupos.

Depois de Luciano Barbosa perder espaço na administração de Maceió após aderir à campanha de Renan Filho, agora foi a vez de pessoas ligadas ao deputado estadual Chico Tenório sofrerem exonerações no governo estadual. Tenório, embora filiado ao MDB, decidiu apoiar JHC.

Decretos publicados em 31 de agosto pelo governador Paulo Dantas exoneraram Rita Coimbra Cerqueira Tenório, da Alagoas Previdência, e Lorena Coimbra Cerqueira Tenório, que ocupava cargo de secretária executiva do governador.

Politicamente, o recado parece bastante claro: a campanha entrou numa fase em que mudar de lado pode significar perder espaço administrativo. De um lado, aliados de Luciano foram atingidos depois de sua aproximação com Renan Filho; do outro, o governo reage às defecções em direção a JHC.


*Com informações de Poder 360/UOL/Agência Brasil/Gazeta do Povo/Quarto Poder/Portal Cada Minuto