Jorge Vieira – Prof. CESMAC
O Continente europeu desperta a sensibilidade e curiosidade da humanidade, fato demonstrado pelo volume turístico, pesquisas e estudos sobre os povos daquela região, por sua história imperialista, contribuição cultural, filosófico, científico, desenvolvimento tecnológico e bem-estar social proporcionado à sua população. Nos dias atuais, observa-se economias em crise, o aumento dos problemas socais e sociedades sem perspectiva.
As histórias dos povos e pensadores europeus são estudadas nas academias como modelo de sociedades e de conhecimento a ser seguido pelo resto da população do universo. Sem deixar de registrar os malefícios de suas guerras de conquistas, a invasão de territórios, espoliação da riqueza, genocídio e o etnocídio de populações inteiras, indubitavelmente, a contribuição européia é também incomensurável!
Frente a isso, deve-se analisar e avaliar o que foi absolvido, rejeitado e ressignifcado pelos nativos. Essa história carece de pesquisas e estudos para que os povos dominados possam efetivamente libertar-se e conquistar a sua autonomia. E, para o bem da humanidade, a realidade está demonstrando que o “paraíso europeu” foi ideologicamente alimentado com a miséria e submissão de milhões de seres humanos.
A exploração e acumulação do capitalismo não conseguiram manter suas economias centrais em pé. A cada dia, os meios de comunicação noticiam a baixa nas bolsas de valores, conflitos sociais e altos índices de desempregados, elaboração de planos econômicos emergenciais para salvar as economias do chamado efeito dominó.
Observando o cotidiano desses países, identifica-se ainda um alto nível de desenvolvimento tecnológico, as cidades organizadas com meios de transporte eficientes, arborizados e floridas, suas ruas bem cuidadas, as escolas de ensino fundamental e as universidades altamente organizadas, a assistência de saúde de qualidade.
Envolta aos encantos do desenvolvimento tecnológico, da beleza proporcionada pela natureza e a arquitetura construída pelo homem, encontra-se uma população envelhecida, individualista e sem uma utopia, um sonho que possa alimentar o seu viver. Enquanto uma grande parcela da população sublima no fumo e no álcool os seus anseios, a outra parte encontra-se jogada nas calçadas e escadas de prédios públicas à espera de esmola dos transeuntes.
Como será a Europa em nível cultural, religioso e populacional nas próximas décadas?
