Lula: sem a toga, Moro não é ninguém e ele vai aprender isso agora
Nos tempos atuais em que os ânimos políticos já estão exaltados com mais de 2 anos de antecedência do próximo pleito presidencial,tudo fica mais complicado de ser entendido, muitas vezes o que até aos olhos de alguns parece óbvio. Um forte" ideologismo binário" de insistente permanência assola os eleitores e cria uma linha tênue entre justiça e injustiça, verdades e mentiras, o legal e o ilegal.
Está claro que Sérgio Moro " confessou" ter pedido pensão para si como garantia, ao embarcar no ministério da Justiça de Bolsonaro. O pedido acabou não sendo atendido( nem pode-se ter certeza se seria) pois o destino não compactuou para tal. Quanto a ocultação de supostos crimes do chefe me parece um absurdo sem tamanho considerar isso prevaricação. Quando um governo é corrupto ou confuso(como o atual) é bem provável que assessores do "chefe" tenham conhecimento de fatos/atitudes de bastidores que nem sempre chegam(as vezes chegam, como chegaram em governos anteriores e nada aconteceu)ao conhecimento público.Se tudo que não se sabe sobre bastidores da corrupção fosse julgado honestamente faltaria cadeia (e provavelmente políticos)no país.
Por falar em governos corruptos, vale lembrar que o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro antes de exercer tal função, foi o principal juiz da Operação Lava-Jato, responsável por enquadrar e prender meio mundo de políticos e empresários poderosos, inclusive um ex-presidente da República. Esse currículo, por si só, atrai contra o ex-juiz e ex-ministro perigosas e nefastas energias de partidários, parentes, amigos e afins que se sentiram prejudicados ou injustiçados com as atitudes, principalmente pelo seu desempenho na já lendária "Operação", que se constitui numa rara e honrosa exceção da Justica brasileira nos últimos séculos.
Portanto, quem o rotula de desonrado é alienado e sem noção ou tem algum tipo de sequela, tipo "dor de cotovelo" por alguma consequência da postura do ex-juiz , no que de mais básico ele soube exercer: o cumprimento da lei...

