Turbulência no Senado
O senador Renan Calheiros não esconde de ninguém que pode vir a disputar a presidência do Senado. Tal disposição já o torna alvo de críticas veladas ou abertas de parlamentares de vários partidos.
Um dos mais ferrenhos opositores à candidatura de Renan é Tasso Jereissati, sério candidato a entrar na disputa contra o senador alagoano. Ambos já partiram para uma “guerra aberta”. Pelo Twitter, Renan detonou o tucano- “Se tiver de ser candidato, serei”, afirma Calheiros.“Se for contra Tasso, deverei ganhar no PSDB, no PDT, no Podemos, no DEM. Tasso continua patrimonialista, tudo que os brasileiros mostraram não querer mais.” Renan ainda acusa Jereissati de defender interesses familiares na “Casa”.
Oposição sem PT
A reação é consequência de uma suposta tentativa de Ciro e Cid Gomes de isolar o PT. Pelo cálculo dos irmãos, Jair Bolsonaro iniciaria seu mandato com 20 senadores como base de apoio. A oposição teria 15. O restante (46) não expressaria posicionamento imediatamente. Tasso Jereissati poderia atrair nomes do PSDB, PP e DEM. Se derrotar Renan, seria um nome da oposição não petista no comando do Senado.
Apoio até da “Base”
O senador tucano poderia receber apoio até da base do próprio governo. O senador eleito Flávio Bolsonaro já declarou, em entrevista a uma emissora de TV, que é contra a candidatura de Renan Calheiros e citou Tasso Jereissati, Álvaro Dias, Esperidião Amin e Davi Alcolumbre como “merecedores” de seu apoio.
Voto Aberto
De outro lado o senador Lasier Martins, que protagonizou na semana passada um intenso bate boca com Renan Calheiros no Plenário, quer implantar o voto aberto para a presidência da Casa. Segundo Martins e outros senadores, o voto aberto diminuiria potencialmente as chances de Renan na disputa.

