Às vésperas de suas convenções, PSDB e PP podem não consolidar aliança nacional e o motivo seria a situação política em Alagoas.
"Fachada"
Sem apresentar um candidato de peso para disputar o governo contra o atual governador, a oposição , liderada por PSDB e PP, caminha para ter uma “cabeça de chapa de fachada” que dificilmente “incomodará” a reeleição de Renan Filho.
Boato & Realidade
Nos últimos dias um boato, que a princípio parecia ser “piada política” ,se encorpou e acabou virando realidade. O PP passou a sonhar com Fernando Collor candidato da oposição ao governo de Alagoas e jogou a “bomba” em colo tucano. Fontes do PSDB confirmaram que o ex-presidente se encontrou com o prefeito de Maceió (presidente estadual do PSDB) para discutir o assunto. No encontro, Rui Palmeira teria afirmado ser necessário consultar a executiva nacional do partido para firmar qualquer posicionamento. Com o apoio do ex-governador Teotonio Vilela Filho , o comando nacional tucano rejeitou o apoio a Fernando Collor numa eventual candidatura ao governo.
Imposição local
Essa situação não é a única conflitante entre as duas legendas em Alagoas. Está em curso uma articulação pepista que impõe a “não confirmação” da candidatura de Rodrigo Cunha (PSDB/AL) ao senado, como condição ao apoio do partido a Geraldo Alckmin à presidência da República. Entre boatos e negativas de membros do PP (liderados por Arthur Lira, filho de Benedito de Lira candidato do partido ao senado) o ex-governador Teotonio Vilela Filho voou para Brasília para se reunir com Alckmin e membros da executiva nacional do PSDB.
Ganhando Fôlego
A candidatura de Rodrigo Cunha, a princípio, parece ter algum fôlego apenas em Maceió e Arapiraca, cidade natal do candidato. Mas seu nome começa a ser conhecido em cidades do interior e eventuais e inesperados apoios podem ocorrer, principalmente em municípios onde ex-prefeitos não são aliados “de carteirinha” nem de Benedito de Lira nem de Renan Calheiros, principais candidatos do estado ao senado.
Suposição
Fontes do PP sugerem que atribuir a pressão do partido a Benedito de Lira, seria a “chave” de uma aliança branca entre Teotonio Vilela Filho(PSDB) e Renan Calheiros(MDB).
Consolidação
A imposição do PP( considerada inaceitável pelo PSDB local) não deve, a princípio, se efetivar. Alheia a turbulência em Alagoas ,a aliança entre os dois partidos se consolida nacionalmente, com a indicação da senadora Ana Amélia(PP/RS) a vice presidente de Geraldo Alckmin(PSDB/SP)

