* Painel Alagoas
A
partir de 2012, passou-se a discutir com mais veemência o que é novo e o
que é velho na política. O debate estava embasado em pesquisas de
opinião pública que atestavam o cansaço do
eleitorado com a política velha. Muita gente entendeu que o velho
significava a idade e o tempo de políticos no mercado.
Ledo engano, em 2014 essa tese foi por água abaixo.
Reelegeram-se políticos da antiga, sobretudo para o Congresso Nacional, com a mesma prática de sempre, a grande maioria fazendo assistencialismo eleitoreiro e, ou, agrupada em coligações conflitantes ideologicamente.
Ou seja, em dois anos se falando em mudanças, não se mudou absolutamente nada.
Em 2016, as capitais elegeram algumas candidaturas proporcionas polêmicas, a título de protesto, mas nada suficiente para debelar um movimento de confronto à chamada política velha.
Tampouco houve modificações no exercício de se fazer política. Ano passado, houve as mesmas denúncias de sempre de compra de votos, de abuso de poder econômico e político, e a vitória de candidatos que mantêm eleitores no cabresto, em especial no interior brasileiro.
Para 2018, institutos de pesquisas já mostram que a velha política continua em moda, mesmo que abatida por denúncias e até por condenação de corrupção. Exemplo é o petista Lula, condenado pela Justiça em primeira instância, arrastando com ele inúmeras denúncias de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas que lidera todas as intenções de votos para a presidência do Brasil ano que vem.
Quem disputa com ele?
Ninguém menos que Jair Bolsonoro (PSC), velho nas ideias do conservadorismo extremo.
É fato que aí chegam outros nomes, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade), Geraldo Alckmin (PSDB), a possibilidade do prefeito de São Paulo, Jorge Dória (PSDB), também entrar nesse páreo, Ciro Gomes (PDT), mas esses nomes representam o novo desejado pelo povo brasileiro? A propósito, a população brasileira sabe mesmo qual o novo que ela quer votar?
Diz o governador de São Paulo, Alckmin, que o novo é a sinceridade na política. Mas, então, essa não deveria ser uma regra?
Talvez o novo venha da faxina ética, de posturas firmes, de opiniões democráticas, de tolerância política e de compromisso com a Nação e com o povo, e não com aparelhamento partidário e ideológico.
Veremos.

