Oscilação
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, tem demonstrado uma curiosa oscilação de comportamento nos últimos dias.
Apoio e lealdade
Sucessor natural da presidência da República, Maia adotou uma postura de apoio e lealdade a Temer durante o “episódio” da denúncia apresentado contra o presidente pela Procuradoria Geral da República.
Afinado... até o fim de semana
Durante o desenrolar da apreciação da admissibilidade da denúncia na CCJ , Maia demonstrou ter um discurso afinado com a base de governo o que, supostamente , poderia ser traduzido pelos aliados de Temer como um apoio durante o processo de votação de denúncia no plenário da Câmara. Mas, estranhamente , esse posicionamento começou a mudar no último fim de semana.
Uma questão de tempo
Numa mudança surpreendente de postura, Rodrigo Maia começou a articular manobras para enfraquecer o governo. Chegou a confidenciar a interlocutores que a queda do presidente é uma questão de tempo.
Almoço quase secreto
A mudança de comportamento pode ter relação com um almoço “quase secreto”que Maia participou no domingo, junto com outros políticos, numa mansão do Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Folha em campana
A informação sobre o almoço chegou à fontes da Folha, que enviou uma equipe de reportagem para fazer “campana” no local.
Logo apuraram que o “ocupante” da mansão e anfitrião do evento era o vice-presidente de relações institucionais da grupo Globo , Paulo Tonet, e que o “convidado de honra” era Rodrigo Maia.
“Descaracterizado”
Segundo a equipe da Folha , além de Rodrigo Maia, que chegou ao local em veículo “descaracterizado”, também participaram do “evento” pelo menos cinco políticos, entre eles os deputados Benito Gama(PTB-BA) e Heráclito Fortes (PSB-PI), além do ministro Fernando Bezerra Coelho.
Abordagem
A equipe de reportagem da Folha foi abordada, por seguranças do local, que questionaram o motivo da “campana”. Numa abordagem posterior foram “obrigados” a se identificar e informar para qual veículo de imprensa trabalhavam.
Portões fechados
Apesar das abordagens pouco amigáveis, a reportagem da Folha permaneceu no local até a saída de todos os convidados, o que ocorreu pouco depois das 19 horas. Os motoristas dos carros(todos sem placa oficial) foram orientados a entrar na garagem para que os passageiros embarcassem “protegidos” pelos portões fechados.
*Com informações da Folha e assessorias


