Após longa reunião da bancada do PMDB no Senado, Renan Calheiros permanece líder do partido na "Casa" e o ex-ministro Guido Mantega confirma a titularidade de uma conta, não declarada, de US$ 600 mil no exterior
Renan fica
Após reunião de quase duas horas de duração, na tarde desta terça-feira(30) , a bancada do PMDB decidiu manter Renan Calheiros na liderança do partido no Senado.
Apesar das críticas
Crítico ferrenho do presidente Michel Temer, principalmente em relação as reformas trabalhista e previdenciária, Renan é encarado como uma perigosa ameaça à gestão do presidente, no mesmo momento em que “pipocam” denúncias e se intensificavam investigações sobre Temer e aliados em supostos esquemas de corrupção. Até agora quatro ex-assessores do presidente já deixaram seus cargos no Planalto.
“Na conversa”
Um dos participantes da reunião, senador Hélio José (PMDB-DF) informou não houve proposta de votação para permanência ou não de Renan na liderança do partido. Segundo o parlamentar de Brasília a questão foi resolvida “na conversa”.
“Passando a bola”
Na reunião ficou resolvido que Renan não mais encaminhará o voto da bancada em votações consideradas polêmicas, como ,por exemplo, as referentes as reformas trabalhista e previdenciária. Nessas ocasiões Calheiros deve “passar a bola” para os vice-líderes da bancada no Senado. "Houve um consenso para que o Renan se manifeste em nome dele e, em seguida, os vice-líderes se manifestem". disse Raimundo Lira.(PMDB-PB)
Réu Confesso
Citado em "importantes delações" (de Joesley Batista, Marcelo Odebrecht e Eike Batista) como comandante de "esquemas de propinas”, o ex-ministro Guido Mantega, cada vez mais acuado pelas investigações da operação Lava Jato, confessou ser dono de uma conta de US$ 600 mil , não declarada, no exterior.
Herdando e sonegando
Segundo a defesa do ex-ministro a conta foi aberta antes de o petista assumir o comando do Ministério da Fazenda e o valor refere-se ao pagamento recebido pela venda de um imóvel herdado do pai.
"Raposa no galinheiro"
A Receita Federal, órgão que fiscaliza crimes de sonegação e evasão de divisas é subordinada ao Ministério da Fazenda, justamente a pasta comandada por Mantega , nas gestões petistas de Lula e Dilma.
*Com EBC e assessorias


