Terceiro mandato
Para pessoas próximas, Rodrigo Janot não faz segredo de seu desejo de conquistar um terceiro mandato à frente da Procuradoria Geral da República (PGR).
Como justificativa à essa intenção, Janot alega a necessidade de mais tempo para conduzir os trabalhos da Operação Lava Jato.
Opiniões divididas
Apesar do prestígio que possui , a “intenção” de Janot divide opiniões dentro do MPF. Os que o apoiam alegam que a continuidade do cargo daria estabilidade na continuação dos trabalhos da Lava Jato. Seus opositores , entretanto, criticam abertamente a “ideia”, apesar de ainda não apresentarem nenhuma opção à sucessão .
Comparado ao “engavetador”
Um dos principais opositores à renovação do mandato do atual procurador-geral, é o sub-procurador Carlos Frederico (que apesar de não se considerar candidato, tem chances de ser indicado) .
Frederico chegou a comparar Janot com Geraldo Brindeiro, procurador-geral no governo de Fernando Henrique Cardoso, apelidado de “engavetador geral” pela pouca disposição de denunciar autoridades.
Para o sub-procurador , Janot “ignora” o envolvimento de Lula e Dilma em práticas de crimes revelados em diversos depoimentos como os de Marcelo Odebrecht, Mônica Moura, João Santana, Léo Pinheiro e, recentemente , Joesley Batista.
Confiante
Apesar de reconhecer a resistência de “colegas”, Janot segue confiante, principalmente devido a visibilidade alcançada pela operação Lava Jato.
Nas “mãos” de Temer
De acordo com a Constituição cabe, exclusivamente, ao presidente da República nomear o procurador-geral , para um novo mandato de dois anos. Não há nenhuma menção sobre “limite de reconduções” para o cargo.
Temer, até agora, não sinalizou nenhuma possibilidade de conceder a Janot um terceiro mandato.
Nova “postura”
Devido a falta de posicionamento de Temer e faltando pouco mais de 3 meses para o fim de seu mandato, Rodrigo Janot mudou sua postura e agora, após a divulgação das delações dos irmãos da JBS, insiste em tomar o depoimento de Temer sobre a gravação de sua conversa com Joesley Batista .
Questionamentos
Setores do Judiciário têm questionado a forma e , principalmente, o tempo, com que foi proclamado o acordo com a JBS. Entre as negociações e o efetivo fechamento, um “intervalo recorde” de três meses. O tempo médio decorrido para outros acordos semelhantes na Lava Jato , nunca foi inferior a um ano.
Outro questionamento que se faz é sobre as “inéditas” vantagens concedidas aos irmãos Batista, que apesar da colaboração, confessaram a prática de incontáveis crimes de corrupção .

