Via Indireta
O nome do ministro Henrique Meirelles vem ganhando força dentro do Congresso Nacional para suceder Michel Temer, caso este renuncie ou seja removido do cargo da presidência, e o processo de sucessão seja decidido por via indireta.
Memória curta
O que muita gente não lembra ( ou não sabe) é que o atual ministro da fazenda e ex-presidente do Banco Central,nas gestões petistas de Lula, já foi empregado de ninguém menos que Joesley Batista, dono da JBS.
J&F e Banco Original
Meirelles chegou à presidência do conselho consultivo da J&F( holding controladora do grupo de empresas dos irmãos Batista) em março de 2012. Sob sua gestão, o grupo chegou ter receitas anuais acima de R$ 60 bilhões.
Em 2016,
Meirelles foi deslocado para a presidência do Banco Original (também controlado
pela J&F) com a desafiadora missão de transformar uma instituição de
crédito de pequeno porte, (o banco atuava exclusivamente na concessão de
crédito a fornecedores das empresas do grupo) no maior banco digital do país.
Abandonou a “missão” antes do fim, ao ser convidado por Michel Temer para ser
ministro da Fazenda.
Entusiasmo
Nas "estruturas" petistas, apesar da euforia com a possibilidade da candidatura de Lula, caso a sucessão de Temer seja decidida pelo voto direto, o nome de Meirelles “entusiasma”, inclusive o ex-presidente. Meirelles e Lula se dão bem; cultivaram uma intensa e amigável convivência durante os oito anos do primeiro governo do PT.
Nos bastidores
Informações dos bastidores políticos de Brasília, dão conta de que o próprio Meirelles teria ajudado seu “ex-patrão” a ser recebido por Temer para uma conversa que, como todo mundo sabe, acabaria gravada, transformando-se numa das peças da “delação bomba” que abalou o país, na semana passada.
Trama Inicial
A trama inicial dos irmãos Batista, ao que tudo indica, era apresentar ao Ministério Público material com “qualidade” suficiente para fechar um excelente acordo de delação, livrando-os, e as suas empresas , de todo tipo de investigação.
Irônico Desfecho
Caso se confirme a queda de Temer e a "candidatura indireta" de Meirelles prospere, o desfecho das delações pode, ironicamente, ser muito melhor do que os “irmãos” sonharam.


